(We’ll Never Have Paris, EUA, 2014)

Comédia
Direção: Simon Helberg, Jocelyn Towne
Elenco: Simon Helberg, Melanie Lynskey, Zachary Quinto, Judith Light, Maggie Grace, Alfred Molina, Jason Ritter, Meredith Hagner, Ebon Moss-Bachrach, Fritz Weaver, Dana Ivey
Roteiro: Simon Helberg
Duração: 92 min.
Nota: 5 ★★★★★☆☆☆☆☆

Além de atuar em Nós Nunca Teremos Paris, Simon Helberg assina o roteiro e a direção – com a ajuda de sua esposa Jocelyn Towne – deste longa-metragem despretensioso e que tem como único objetivo fazer graça com as desventuras de Quinn.

Helberg, que se tornou conhecido ao viver o nerd que tenta ser conquistador Howard Wolowitz na minissérie americana The Big Bang Theory, é de longe a melhor coisa do filme. Fazendo um humor que transita muito bem entre o textual e o físico, o ator consegue ser uma mistura de Woody Allen com Peter Sellers, e oferece momentos divertidíssimos.

O filme conta a história de Quinn, um cara que já namora há um montão de tempo com a fofa Devon e decide que chegou o momento de pedir a mão da moça em casamento. Porém, ele percebe que uma bonitona do trabalho está interessada nele e resolve que ainda não teve experiências amorosas suficientes para dar esse passo. Quando ela descobre, resolve passar um tempo longe, em Paris, e ele vai atrás para tentar reconquistá-la.

Seguindo o estilo de humor constrangido, que ficou famoso no cinema pelos personagens vividos por Ben Stiller em filmes como Quem Vai Ficar com Mary? e a trilogia Entrando Numa Fria, o filme vai de um equívoco a outro. O constrangimento que já é grande nos Estados Unidos chega ao seu ápice na França e, mesmo sem ser nada tão diferente assim, faz o espectador dar boas gargalhadas.

Se o nome do filme faz uma referência clara ao clássico Casablanca, onde Rick Blaine diz a Ilsa Lund que os dois sempre terão Paris, Quinn e Devon vão querer se esquecer daqueles dias para sempre.

Obviamente, como qualquer título de novatos na direção – é a estreia de Helberg e o segundo filme de Towne -, há alguns exageros e sobras que só mesmo quem se divertiu no set fazendo acha que precisam estar na montagem final. E ainda existe o problema da previsibilidade, da trama batida e de uma certa sobreposição do protagonista a todas as outras personagens do longa.

Mas Nós Nunca Teremos Paris é um filme que não compromete e que pode cair muito bem nos dias em que a vontade é de ver algo leve, bobinho e que faça rir. Além de ser uma boa oportunidade de conhecer melhor Simon Helberg.

Um Grande Momento:
O violino.

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