(Ghost Rider: Spirit of Vengeance, EUA, 2011)

Ação
Direção: Mark Neveldine, Brian Taylor
Elenco: Nicolas Cage, Violante Placido, Ciarán Hinds, Idris Elba, Johnny Whitworth, Fergus Riordan, Spencer Wilding
Roteiro: Scott M. Gimple, Seth Hoffman, David S. Goyer
Duração: 95 min.
Nota: 7 ★★★★★★★☆☆☆

Fãs do Ghost Rider, animai-vos! Se vocês não gostaram do primeiro filme e pensam que não há motivos para assistir ao segundo, repensem. Motoqueiro Fantasma 2 tem lá suas canastrices, mas é bem mais ágil do que o longa anterior ao contar sua história. E faz isso com algumas animações simples, que explicam a trajetória do piloto de acrobacias Johnny Blaze. Afinal, era essa a intenção: fazer um filme totalmente diferente e apagar da memória dos fãs o fiasco que foi o primeiro, campeão somente de péssimas críticas.

Desta vez, Johnny Blaze (tragicamente e, de novo, Nicolas Cage) tenta controlar a maldição que o transforma no Motoqueiro Fantasma se escondendo na Europa. Não adianta, porque logo é recrutado pelo padre Moreau, interpretado de forma honrosa por Idris Elba, para resgatar o jovem Danny Ketch (Fergus Riordan) que, junto de sua mãe Nadya (Violante Placid), tentam fugir das mãos do diabo do ator Ciaran Hinds e seu capanga albino e esquisito Carrigan (Johnny Whitworth).

O que não muda do primeiro para o segundo filme são as atuações. Como não falar de Nicolas Cage, que insiste em se dizer super fã do herói de cabeça flamejante e, mesmo assim, ainda não consegue dar o tom certo ao personagem? Lá está o ator com a mesma cara de sempre, no melhor estilo “ops, mais um filme e não sei como interpretar direito”. Exagerado no nível máximo da atuação, não tem como não sentir dó de Cage e suas mil caretas estranhas e risadas escandalosas quando se transforma no Motoqueiro Fantasma. O que deveria significar dor e horror, se transforma em uma atuação levada “nas coxas”.

Até tentaram dar um tom trash ao filme, com humor negro e frases que deveriam fazer rir. Deveriam, mas não fazem. Graças a Nicolas Cage, que não conseguiu sacar o tom da piada. O resultado é o silêncio constrangedor e o suspiro frustrado da plateia. Ciaran Hinds está decepcionante no papel do tinhoso. Só quem parece ter brincado em cena foi Whitworth, que recebeu a maldição de desintegrar tudo e todos que toca. Ah! E você ainda vai conferir o eterno Highlander, Christopher Lambert, que dirige uma seita religiosa designada a proteger o garoto Danny das mãos do diabo.

Já que não se pode esperar grande coisa das atuações, o ponto forte desta edição de Motoqueiro Fantasma 2 são os ótimos efeitos especiais a la Matrix e o fato do motoqueiro incendiar qualquer máquina que ele toque. Fantástico! Só não espere muito do 3D que, sinceramente, não faz grande diferença. Nem vale o valor pago a mais no ingresso. Mas os efeitos da transformação da forma humana de Johnny Blaze em Motoqueiro Fantasma são bem superiores aos do primeiro filme. Tudo bem que faltaram os trejeitos do motoqueiro que enrola sua corrente pelo corpo, e também a belíssima moto estilo Halley do primeiro filme. Faltou também uma trilha sonora mais explosiva e heavy metal, à altura de quando o motoqueiro surge na tela.

Um filme que não é nem terror, nem diversão. Apenas uma aventura com muita ação. Mas, cá pra nós, esperava-se um pouco mais de fogo. Faltou!

Um Grande Momento

“Tal pai, tal filho”.

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