Monty Python – A Autobiografia de um Mentiroso

(A Liar’s Autobiography – The Untrue Story of Monty Python’s Graham Chapman, GBR, 2012)

Documentário
Direção: Bill Jones, Jeff Simpson, Ben Timlett
Elenco: Graham Chapman, Philip Bulcock, John Cleese, Carol Cleveland, Cameron Diaz, Terry Gilliam, André Jacquemin, Terry Jones, Michael Palin
Roteiro: Graham Chapman, David Sherlock, Alex Martin, David Yallop, Douglas Adams
Duração: 82 min.
Nota: 5 ★★★★★☆☆☆☆☆

Em 1969 surgia um grupo britânico que modificaria para sempre o humor. Era o Monty Python, formado por Michael Palin, Eric Idle, Terry Jones, Terry Gilliam, John Cleese e Graham Chapman, que fez rir no teatro, na televisão e no cinema e que, mesmo após seu fim, continua divertindo quem entra em contato com sua obra.

Mesmo democrático na composição de seus quadros e histórias, os principais roteiristas do grupo eram Cleese e Chapman, sendo que este último era o que, segundo seus colegas, tinha o melhor timing cômico. Também era o que tinha mais problemas longe dos sets e bastidores por causa de seu alcoolismo. Não faltam histórias de problemas com os textos, com cenas e outros compromissos diversos.

Depois de resolver parar de beber, após uma desastrosa entrevista, Chapman mudou-se para Los Angeles com seu companheiro da vida toda, David Sherlock, e tentou iniciar vários projetos solo sem muito sucesso. Um dia antes da festa de comemoração do 20º aniversário da primeira transmissão do Monty Python, depois de muito lutar contra um câncer de garganta e espinha, o comediante não resistiu e morreu, aos 48 anos de morrer.

Muito antes de ir, porém, ele deixou sua história de vida registrada em uma biografia fantasiosa escrita por cinco autores: ele próprio, Sherlock, Alex Martin, David Yallop e Douglas Adams. O material do livro foi base para o documentário Monty Python – A Autobiografia de um Mentiroso, que aproveitou uma leitura do próprio Graham do texto para a narração e reuniu 17 estilos de animação, produzidos por 15 estúdios diferentes, para ilustrar suas passagens.

O resultado final é curioso como a vida do próprio documentado, mas é fortemente prejudicado pela falta de ritmo entre as diferentes animações, que oscilam muito entre o interessante e o cansativo, nem sempre tendo conexões ou justificativas para o estilo adotado.

Se passagens como as de sua vida após a mudança para Los Angeles e a da confecção do primeiro roteiro chegam a causar sono, as inserções de imagens de arquivo, como a entrevista no set de Monty Python em Busca do Cálice Sagrado ou a memorável cena da inquisição espanhola têm o efeito contrário.

Irregular, o longa-metragem acaba ficando muito aquém do brilhantismo de seu retratado e causa uma sensação de insuficiência. No final das contas, falta nele o que sempre sobrou em Graham, um humor que sabia exatamente quando e por quanto tempo acontecer. Mas, apesar dos pesares, é uma maneira de conhecer um pouco mais sobre ele.

Um Grande Momento

O discurso de despedida de John Cleese.

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