(Mommy, CAN, 2014)

Drama
Direção: Xavier Dolan
Elenco: Anne Dorval, Antoine-Olivier Pilon, Suzanne Clément, Patrick Huard, Alexandre Goyette, Michèle Lituac
Roteiro: Xavier Dolan
Duração: 139 min.
Nota: 7 ★★★★★★★☆☆☆

Quando apareceu com seu longa-metragem de estreia, Eu Matei a Minha Mãe, Xavier Dolan, imediatamente, separou a audiência: aqueles que o adoram e aqueles que o detestam. Assim, sem espaço para meio termo, entre vários arroubos de estrelismo e histerismo, veio construindo sua carreira até que a maturidade começasse a alcançar sua obra. Mommy é um exemplo de que o sentimento cinematográfico do jovem diretor, hoje com 25 anos, pode um dia prevalecer e acabar com essa separação do público.

O filme conta a história da relação de uma mãe, Diane, e seu filho problemático, Steve. Após passar um tempo em uma instituição de recolhimento, o jovem volta à casa da mãe e os dois precisam arrumar meios de sobreviver tanto às agruras da vida quanto ao transtorno psicológico do filho. Para isso, contam com a ajuda de uma vizinha, a também mãe, Kyla.

Com uma estética interessante e a velha noção audiovisual, Dolan cria o ambiente adequado para tratar da relação materna e, principalmente, do sentimento de culpa a ela tão imanente. A perda e a esperança estão sempre juntas e ele trabalha isso muito bem.

Mas claro que, por trás de muitos acertos de estrutura e câmera e de toda a consciência da imagem, há uma tendência ao histerismo e isso pode vir a causar irritações, dessa vez passageiras, pelo menos. Os longos videoclipes também ainda estão presentes e talvez não da forma mais orgânica. Mas o maior defeito do filme é a opção do diretor por revelar o que vai acontecer no final, antes mesmo dele começar.

Ainda assim, Mommy é um belo filme, muito bem encenado e atuado, e que demonstra que Dolan, um dos nomes mais promissores da atualidade, está amadurecendo e promete criar muito ainda, com filmes poderosos tanto visual quanto pela temática.

Um Grande Momento:
A despedida de Kyla e Diane.

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