(Mistress America, EUA, 2015)

Comédia
Direção: Noah Baumbach
Elenco: Lola Kirke, Greta Gerwig, Matthew Shear, Jasmine Cephas Jones, Heather Lind, Michael Chernus, Cindy Cheung, Kathryn Erbe
Roteiro: Noah Baumbach, Greta Gerwig
Duração: 84 min.
Nota: 7 ★★★★★★★☆☆☆

Noah Baumbach, com seus últimos títulos, vem se firmando como diretor de um estilo de cinema que podemos chamar de pop cinema. Com uma pegada jovem, roteiros descomplicados na abordagem de questões atuais, personagens facilmente identificáveis dentre a nova geração e muitas referências à cultura pop atual, seus filmes divertem e, com humor leve, que abre mão da complexidade, ficam na cabeça do espectador.

Mistress America segue a risca os moldes desse novo estilo do diretor. Repetindo no roteiro a parceria dele com sua esposa Greta Gerwig (O Último Ato), responsável pelo delicioso Frances Ha, o filme conta a história de uma estudante universitária que se muda para Nova York e, graças a sua dificuldade de se enturmar, acaba sozinha pela cidade.

Até que sua mãe sugere que entre em contato com a filha de seu futuro marido. Já que elas serão futuras irmãs, poderão se tornar amigas. O encontro das duas apresenta uma nova Nova York e, mais do que isso, faz com que as duas voltem-se para suas próprias personalidades.

Mantendo a figura do perdedor e inadequado, presente nos outros filmes do diretor, Mistress America leva tudo por um caminho mais leve e divertido, próximo dos últimos títulos e distante dos primeiros. Por sua proximidade com o desenvolvimento de Frances Ha, pode-se dizer que a mão de Gerwig no texto é fundamental para o sucesso do longa.

Além do roteiro, ela também atua no filme como a nova irmã mais velha. Muito bem no papel da mulher cheia de uma falsa segurança que nunca parece ter conseguido achar o seu lugar, ela está bem acompanhada por Lola Kirke (Garota Exemplar), como a irmã mais nova que também está perdida e, como todo mundo de sua idade, precisa definir sua importância.

O longa-metragem faz um retrato interessante de uma geração que entende que a satisfação pessoal é mais importante que qualquer outra coisa e que não sabe sobreviver a contratempos, sempre atribuindo seus fracassos e a instabilidade de sua vida a outras pessoas. Mas, mesmo que a mensagem não seja a mais feliz do mundo, tudo de maneira muito divertida e bem humorada.

Com uma trilha sonora de primeira linha, como não poderia deixar de ser, o filme ainda encontra espaço para seus personagens coadjuvantes e se adequa bem à incorporação dos espaços físicos como algo importante ao desenvolvimento de sua história.

Mistress America tem em si muitas coisas para serem descobertas e comprova que, para falar de gerações, Baumbach e Gerwig combinam muito bem. Ainda que inferior a Frances Ha, é um filme delicioso.

Um Grande Momento:
“No More Lonely Nights”

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