(Minions, EUA, 2015)

Animação
Direção: Kyle Balda, Pierre Coffin
Roteiro: Brian Lynch
Duração: 91 min.
Nota: 2 ★★☆☆☆☆☆☆☆☆

Coadjuvantes na franquia animada Meu Malvado Favorito, os Minions são seres amarelhos, baixinhos e com grandes olhos. Eles sempre se destacaram como os ajudantes de um super vilão que descobre no amor e na responsabilidade com as três órfãs que adota uma outra prioridade na vida.

Depois do sucesso das criaturas no primeiro filme, os amarelinhos ganharam mais tempo de tela no segundo título da franquia, com direito a uma divertida sessão de paródias a videoclipes famosos, e, como era esperado, conseguiram um filme só seu.

O longa-metragem Minions traz, sem dúvida nenhuma, uma boa animação ancorada em todo o carisma dos personagens, e tem um começo divertido com as trapalhadas dos pequeninos e as consequentes eliminações de todos os chefes maus que resolvem seguir.

Depois de um tempo agindo por contra própria, em uma colônia distante, eles não sentem mais motivação nenhuma e estão deprimidos. É quando Kevin, Stuart e Bob saem pelo mundo em busca de algum vilão a quem servir, e quando o filme se perde completamente.

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Sequências completas cheias de uma moral equivocada e péssimos exemplos vão se acumulando na tela. Não que um filme não possa escolher seguir o caminho do politicamente incorreto, desde que destinado às pessoas certas. É preciso ter uma moral formada, no mínimo, para que se compreenda a brincadeira que se tenta fazer, e isso está longe de acontecer com as crianças que foram ao cinema depois de serem envolvidas por Meu Malvado Favorito. A coisa é tão complexa que Minions deixa os hoje condenados desenhos do Pica Pau parecendo sessões de Teletubbies.

Para piorar, a abordagem equivocada ainda vem acompanhada de uma violência completamente desmedida para a idade dos espectadores. Crianças com menos de dez anos não devem ser expostas, por exemplo, a cenas de diversão em uma câmara de tortura, perseguições com serra elétrica e ao uso divertido de armas atômicas.

E a quantidade de crianças que viu o filme é assombrosa. Segundo estatísticas de hoje (22/12), o filme já faturou mais de 1 bilhão de dólares em todo o mundo (US$1,157,275,017, segundo o Mojo Box Office) e está entre os maiores blockbusters do ano, em 4º lugar na classificação mundial e 3º no Brasil. Aqui, somente no final de semana de estreia, levou mais de 1,4 milhão de pessoas ao cinema, com uma média de 1.351 espectadores por sala, e faturou mais de R$ 23 milhões.

Obviamente, o sucesso foi aquele esperado pela produtora Illumination Entertainment, mas o viés do filme deixa clara a vontade incontrolável de ganhar dinheiro e uma incompreensão do público que atinge. Só isso para explicar um filme tão inadequado quando o faturamento era certeiro.

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Um daqueles absurdos que a gente vê no cinema e não é comentado pela maioria pelo carisma dos personagens, pela idade daqueles que comentam filmes ou pela simples questão de que estamos vivendo em um mercado capitalista e é assim que as coisas são. Se você pode ganhar muito dinheiro, não tem que se preocupar com a mensagem que está passando e, muito menos, com as pessoas que a estão recebendo.

Minions assume assim o posto de maior irresponsabilidade do ano. E, Sandra Bullock, que decepção você envolvida com tudo isso.

Um Grande Momento:
O começo.

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