(Mi primera boda, ARG, 2011)

Comédia
Direção: Ariel Winograd
Elenco: Natalia Oreiro, Daniel Hendler, Imanol Arias, Martín Piroyansky, Muriel Santa Ana, Gabriela Acher, Gino Renni, Luz Palazón, Pochi Ducasse
Roteiro: Patricio Vega
Duração: 102 min.
Nota: 7 ★★★★★★★☆☆☆

O que pode acontecer quando o noivo perde as alianças momentos antes da cerimônia de casamento? Esta é a história do enlace entre Adrian e Leonora. Tudo está milimetricamente organizado, até que o deslize do noivo transforma o grande dia do sim no dia do talvez.

Durante os créditos iniciais de Meu Primeiro Casamento, um desenho animado narra as aventuras amorosas do casal antes de se conhecer e resolver se casar. O filme começa com Adrian, interpretado por Daniel Hendler, dialogando com o telespectador sobre todos os elementos que podem transformar um dia de sonho em um desastre. Leonora, vivida pela belíssima atriz uruguaia Natalia Oreiro, é a típica noiva perfeccionista, estressada, nervosa, autoritária e, como toda mulher à beira de um casamento, insegura sobre o amor e a fidelidade do futuro marido.

Esta comédia argentina é dirigida pelo jovem Ariel Winograd e foi um dos maiores sucessos de bilheteria no seu país de origem, no ano passado. Ambientada em uma grande casa de campo, a película retrata o longo dia do casamento e todos os acontecimentos ao redor dele. O casal é de religiões diferentes (ele judeu e ela católica) e, para agradar os envolvidos, decidem celebrar um casamento misto. Tudo está correndo bem até que o noivo deixar cair desastrosamente uma das alianças. A partir deste evento, a comédia ganha ritmo nas tentativas de Adrian em postergar a cerimônia o máximo possível, até que encontre o objeto. Contando com a ajuda do seu primo, um adolescente aspirante a cantor, o desesperado noivo vive diversos momentos incomuns e cria situações inusitadas.

Meu Primeiro Casamento é uma obra que traz bastantes elementos das comédias americanas, fugindo do traço latino que é peculiar a outros trabalhos conterrâneos, o que não tira o mérito da obra em cumprir bem o papel a que ela se propôs. O roteiro de Patricio Vega é bem feito, aborda com leveza a dicotomia marido x esposa e prende o telespectador, que fica sempre à espera da próxima gargalhada. Além disso, o filme tem diálogos perspicazes, como nas cenas em que rabino e padre estão perdidos na estrada para o casamento. Eles sempre confabulam sobre variados temas e, apesar das diferenças religiosas, se dão bem.
Um delicioso entretenimento que não deve nada as outras comédias matrimoniais.

Recomendado com bastante pipoca e para quem está a fim de rir sem maiores compromissos.

Um Grande Momento

Quando explode o encanamento da casa.

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