(The Maze Runner, EUA, 2014)

Ação
Direção: Wes Ball
Elenco: Dylan O’Brien, Aml Ameen, Ki Hong Lee, Blake Cooper, Thomas Brodie-Sangster, Will Poulter, Dexter Darden, Kaya Scodelario, Chris Sheffield, Patricia Clarkson
Roteiro: James Dashner (romance), Noah Oppenheim, Grant Pierce Myers, T.S. Nowlin
Duração: 113. min.
Nota: 5 ★★★★★☆☆☆☆☆

Seguindo o momento de séries de filmes baseadas em bestsellers infanto-juvenis, eis que chega às telas a adaptação da franquia de livros “Maze Runner“.

A história é até interessante: um jovem acorda em um espécie de gaiola elevador e chega em um descampado cercado por uma espécie de floresta. Lá, um grupo de meninos sobrevive às surpresas de um labirinto. Presos ali há três anos, eles não se lembram de quem são e, muito menos, de como chegaram até ali, mas estabeleceram seu próprio sistema de organização social.

O longa-metragem tem alguma tensão e é nisso que se apega, já que fica devendo na construção dos personagens e deixa de se atentar para questões sociológicas muito mais interessantes. Mesmo assim, a ação e o suspense funcionam bem e conseguem levar o público.

Mas existem problemas difíceis de superar. O estopim da ação, quando Thomas, vivido pelo carismático Dylan O’Brien (Os Estagiários), toma finalmente uma atitude, tem uma das motivações mais descabidas que poderia ter, principalmente se considerada a solução posterior dada por seu colega Minho (Ki Hong Lee), quando surge a ameaça. Alguém se sacrificar para tentar salvar alguém e depois deixar morrer é, no mínimo, estranho.

Independentemente de facilidades como essa, o filme consegue progredir, principalmente pelo ritmo frenético da trama e até chega bem às proximidades do desfecho. Diferente de outras franquias, respeitando um mínimo de nexo a qualquer trama.

Mas é só até as proximidades mesmo, porque o final é difícil de engolir. Tão infantil e sem sentido, com uma justificativa boba para a sequência, ele compromete até mesmo qualquer vontade que tenha surgido durante o filme de saber o que vem por aí.

Não é só no roteiro que estão os problemas. Falta carisma e direção aos novos atores e nenhuma solução técnica é capaz de esconder isso e parece contaminada. A trilha sonora de John Paesano, famoso por trilhas de de séries animadas televisivas baseadas em filmes de sucesso, é excessiva e até a boa fotografia de Enrique Chediak (127 Horas) está meio perdida. Nem mesmo a construção daquela realidade pelas mãos do desenhista de produção de Marc Fisichella (The Lightkeepers) consegue soar bem.

De superficialidade em superficialidade e de desculpa esfarrapada em desculpa esfarrapada, é melhor gastar esse tempo vendo outra coisa.

Um Grande Momento:
Duplo X.

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