(Shoot ‘Em Up, EUA, 2007)

Gênero

Direção
: Michael Davis

Elenco: Clive Owen, Paul Giamatti, Monica Bellucci, Stephen McHattie, Greg Bryk, Julian Richings

Roteiro: Michael Davis

Duração: 86 min.

Minha nota: 7/10

Quem pensa que os filmes do James Bond são exagerados, ou que nunca viu nada tão mentiroso como Duro de Matar, precisa conhecer “Mandando Bala” para ver o que é ser exagerado e mentiroso, mas com estilo.

Smith (Clive Owen) é um cara cheio de adrenalina e com muito boa pontaria. Depois de tentar, sem sucesso, salvar uma mulher que acabara de dar a luz e de descobrir que o alvo dos atiradores era, na verdade o bebê, ele resolve que vai protegê-lo de qualquer maneira.

Precisando de ajuda, ele procura uma prostituta que abortara recentemente e ainda tem leite suficiente para alimentar o pequeno. Os dois fogem e têm que se livrar de muitas balas, perseguições e de um maluco caçador de seres humanos.

Logo de começo vemos que o filme não tem nenhuma intenção de ser verdadeiro. Para começar, Smith é um cara irritado que não consegue ver ninguém fazendo alguma coisa errada mas ao mesmo tempo não pensa antes de sair atirando por aí. Seu principal oponente, Hertz (Paul Giamatti), é outro desequilibrado que consegue seguir rastros como ninguém e que só dá uma pausa em suas atividades quando recebe o telefonema de sua esposa.

Com um visual bem interessante, o longa ganha o público logo nas primeiras e exageradíssimas cenas e, sem saber muito bem o porquê, nos vemos torcendo para o “exército de um homem só” de Smith.

A história, porém, não é lá essas coisas, como na maioria dos filmes de ação. Muito da solução parece ter sido arranjado de susto, numa tentativa de terminar alguma coisa que começou sem muita história.

Outras coisas parecem ter sido tiradas de filmes tão adrenalina quanto, mas outras são bem originais e imprevisíveis. Por exemplo, ver alguém fazendo as manobras mais radicais para matar carinhas que chegam por todos os lados com um bebê no colo é bem inusitado.

O elenco está muito bem. Monica Bellucci está linda como sempre e Owen já mostrou que consegue lidar muito bem com papéis do gênero. Quem vacila em algumas cenas é Giamatti que parece ter demorado um tempo para se acostumar com sua personagem.

Entre tiros e cenouras, qualidades e defeitos, o resultado final do filme é positivo. A quantidade de adrenalina e testosterona na tela facilita a diversão, mas, claro, quando a gente para de ficar reparando em um monte de coisa que incomoda.

Aqueles que não suportam violência tem que ignorar a existência do filme. Não chega a ser um Rambo IV na quantidade de sangue e carne, mas acho que o número de mortos é maior.

Um Grande Momento

A cena de sexo, quase no final.

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