(Dauna, lo que lleva el río, VEN, 2015)

Drama
Direção: Mario Crespo
Elenco: Yordana Medrano, Eddie Gómez, Diego Armando Salazar
Roteiro: Mario Crespo
Duração: 104 min.
Nota: 5 ★★★★★☆☆☆☆☆

É curioso que em um país onde a produção audiovisual televisiva seja tão abundante, tão poucas produções cinematográficas consigam ser realizadas ou exportadas. Embora conte hoje em dia com uma produção crescente, poucos são os filmes venezuelanos conhecidos, até mesmo por frequentadores de mostras e festivais de cinema. Alguns deles são Por un polvo, Pelo Malo, Libertador, A Casa dos Fim dos Tempos e, mais recentemente, Desde alla, também selecionado para a 39ª Mostra de São Paulo.

Original da Venezuela, Lo que lleva el río é um filme que vai além do que esperamos assistir por retratar uma realidade pouco conhecida fora do país. A protagonista, Dauna, é uma mulher do povoado warao. Curiosa e dedicada, ela estuda e trabalha para divulgar as tradições do seu povo, mas sofre preconceito por levar uma vida diferente da estabelecida no local.

É na interculturalidade que o filme encontra o seu ponto mais forte. Dauna ama Tarcísio e tem, que viver de acordo com normas e costumes machistas, ao mesmo tempo em que tem que enfrentar toda uma sociedade para que o resto do mundo saiba que ela existe.

Curioso pela premissa, pelo local que desnuda e pela história que quer contar, o longa, dirigido pelo cubano estabelecido na Venezuela Mario Crespo, tem bons momentos, principalmente quando resolve inserir animações em suas narrações.

Porém, peca na maior parte do tempo. Atuações fracas sobressaem em cenas mal encenadas, como a briga entre Dauna e Tarcísio. Alguns efeitos especiais também deixam a desejar, assim como a tentativa de inovar na narrativa, entrecortada com muitas idas e voltas pouco produtivas e sem muito significado.

Um filme que vale mais pela intenção do que pelo resultado final apresentado.

Um Grande Momento:
O livro para a filha.

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