(Homefront, EUA, 2013)

Ação
Direção: Gary Fleder
Elenco: Jason Statham, James Franco, Izabela Vidovic, Kate Bosworth, Marcus Hester, Clancy Brown, Winona Ryder, Omar Benson Miller, Rachelle Lefevre
Roteiro: Chuck Logan (romance), Sylvester Stallone
Duração: 100 min.
Nota: 4 ★★★★☆☆☆☆☆☆

Jason Statham (Parker) virou uma espécie de representante do cinema testosterona atual. Atuando com ícones do passado, transportando cargas explosivas ou, de vez em quando e não aqui, dando chance a nomes mais interessados em criar novos filmes, ele está sempre em produções de ação. Linha de Frente é mais uma dessas opções do ator britânico.

Roteirizado por Sylvester Stallone (Os Mercenários 2), que adaptou o romance “Homefront”, de Chuck Logan, o filme conta a história de um pai viúvo que resolve criar a filha na cidade onde a falecida esposa passou a infância. Como era de se esperar, com a assinatura do criador de Rocky, um Lutador, sobram obviedades, antecipações e apelações vazias no roteiro.

Ter como protagonista um ex-policial que trabalhava infiltrado e entregou um dos maiores traficantes do país é a cara das coisas que Stallone sente prazer em fazer. Para completar a aura clichê, na nova cidade há um malucão local, vivido por James Franco (Oz: Mágico e Poderoso). Ele fabrica metanfetamina e namora com uma ex-prostituta vivida por Winona Ryder (Star Trek), e é irmão de uma viciada, Kate Bosworh (Quebrando a Banca).

Para os momentos sentimentalóides, há uma trama familiar a ser explorada: a relação entre pai e filha, vivida pela jovem Izabela Vidovic (Grave Secrets). Para unir tudo isso em um só filme, uma briga na escola. Tudo muito didático e maniqueísta, como era de se esperar.

O problema é que são tantas conexões e tantos desvios que o filme tem problemas em envolver o espectador, mesmo aquele que é adepto ao estilo. Porém, Linha de Frente tem boas sequências de ação, com boas coreografias de luta e explosões, e consegue atingir o seu objetivo quando deixa de lado a historinha por trás de tudo isso.

Nessa separação, sabemos que Statham funciona muito bem na segunda parte, mas também consegue se virar bem na primeira, coisa que precisaria de filmes melhores do que este para ser demonstrada.

Uma daquelas bobagens enlatadas que não acrescentam nada a ninguém, mas que, por não fugir dos outros filmes do gênero, acaba agradando seu público específico.

Um Grande Momento:
As coreografias de luta de Statham, sempre boas.

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