No aniversário de 40 anos de Laranja Mecânica (A Clockwork Orange), a Janela Internacional de Cinema do Recife terá como parte de sua programação uma retrospectiva inédita no Brasil dos longas metragens do cineasta americano Stanley Kubrick. Durante a quarta edição do festival, que vai de 4 a 13 de novembro, será exibida, no Cinema São Luiz, a obra completa do diretor, em cópias de 35mm e em cinema digital DCP, via equipamento de projeção especialmente instalado.

Laranja Mecânica (1971), cuja cópia restaurada em DCP 4K foi apresentada no último Festival de Cannes, em maio, será projetado no IV Janela ao lado de clássicos do cineasta como A Morte Passou por Perto (Killer’s Kiss, 1955), O Grande Golpe (The Killing, 1956), Glória Feita de Sangue (Paths of Glory, 1957), Spartacus (1960), Lolita (1962), Dr. Fantástico (Dr. Strangelove or: How I Learned to Stop Worrying and Love the Bomb, 1964), 2001: Uma Odisséia no Espaço (2001 A Space Odissey, 1968), Barry Lyndon (1975), O Iluminado (The Shining, 1980), Nascido para Matar (Full Metal Jacket, 1987) e De Olhos Bem Fechados (Eyes Wide Shut, 1999). Os mais velhos poderão rever e as novas gerações de cinéfilos poderão ver pela primeira vez na tela grande, filmes essenciais de um autor imprescindível.

SOBRE O FESTIVAL

Neste ano, a Janela Internacional de Cinema do Recife acontece de 4 a 13 de novembro, com exibição nas salas do Cinema São Luiz (tradicional palácio de cinema no Centro do Recife recentemente restaurado) e do Cinema da Fundação Joaquim Nabuco, a sala mais cinéfila de Pernambuco.

Este ano, mais de 750 filmes de todo mundo se inscreveram, sendo 320 de países estrangeiros e 432 brasileiros, o que garante uma seleção diversificada. Mais de 100 filmes integram a programação e serão exibidos, dentro das mostras competitiva brasileira e internacional de curtas-metragens, programas especiais e mostra não-competitiva de longas-metragens.

A curadoria do Janela é formada pelo crítico e cineasta Kleber Mendonça Filho, pela produtora Emilie Lesclaux (ambos organizadores do festival), pelo roteirista Luiz Otávio Pereira, pelo crítico de cinema Fernando Vasconcelos, pelos jornalistas Rodrigo Almeida e Luis Fernando Moura, e pela curadora Lis Kogan.

OFICINAS – A Janela também é reconhecido por realizar oficinas e encontros com o público. Este ano, mais uma edição da oficina Janela Crítica, gratuita e voltada para estudantes, está garantida. Sete universitários recebem aulas de crítica cinematográfica com o jornalista Luiz Joaquim e, além de terem acesso a todos os filmes do festival, participam do júri especial Janela Crítica, que elege os melhores filmes nas categorias de curtas nacionais e internacionais.

Também estão abertas inscrições para a oficina Corpo Sensível, ministrada pelos artistas Gustavo Jahn e Melissa Dullius, que formam a dupla Distruktur. O curso vai traçar um panorama de produção da imagem fílmica, abordando o processo de produção: impressão, projeção e revelação, inclusive com técnicas manuais. A idéia é trabalhar o filme como um corpo vivo, dotado de sensibilidade e que responde e interage com a atmosfera do espaço local. Durante cinco dias de oficina serão produzidas imagens a cores e em preto e branco em película 16mm. Os participantes serão ensinados a filmar, revelar, cortar, colar e projetar, investigando as possibilidades de transformação da imagem por meio da revelação manual.