(Jack the Giant Slayer, EUA, 2013)

Aventura
Direção: Bryan Singer
Elenco: Nicholas Hoult, Eleanor Tomlinson, Ewan McGregor, Stanley Tucci, Eddie Marsan, Ewen Bremner, Ian McShane, Christopher Fairbank
Roteiro: Darren Lemke, David Dobkin, Christopher McQuarrie, Dan Studney
Duração: 114 min.
Nota: 6 ★★★★★★☆☆☆☆

Era uma vez, em um reino nenhum pouco distante, alguns executivos que descobriram um grande tesouro: as adaptações de contos de fadas. Levar às telonas histórias que estamos acostumados a conhecer desde os primeiros anos de vida é garantia de algum sucesso e, claro, dinheiro no bolso.

Depois de Branca(s) de Neve(s), Chapeuzinho Vermelho e João e Maria, chegou a vez de João, aquele do pé de feijão, dar as caras em uma adaptação que modifica a sua história e, com toques de romance e uma batalha épica, o transforma em herói. Ainda que venha com um protagonista mais carismático, um elenco de apoio mais interessante e conte com a tradicional qualidade da direção de arte em adaptações do gênero, falta alguma coisa ao resultado final e o filme termina sem conseguir decolar realmente.

Nicholas Hoult vive um Jack (João aqui se chama Jack) travado e sempre meio constrangido de maneira eficiente e está bem acompanhado por Ewan McGregor, o chefe da segurança real, e Stanley Tucci, o conselheiro do reino. O trio facilita o envolvimento do público e combina com a primeira parte do filme, bem elaborada e melhor desenvolvida.

A direção de arte é positiva na criação do reino onde vivem o pobre Jack e a inconformada princesa Isabelle, mas, por outro lado, ajuda na descambada que o filme sofre depois que o mundo dos gigantes torna-se o cenário principal. Toda a elaboração da primeira parte vira pressa e pouca profundidade naquele mundo onde o que se busca é causar uma boa e marcante impressão visual. E não há recuperação com o retorno ao reino original. Aliás, o filme ainda consegue piorar nesse momento.

Em um roteiro confuso, que também parece não conseguir mesclar humanos e seres fantásticos, não há como engolir a falta de ação dos gigantes num mundo preparado para pessoas muito menores do que eles e que, claro, se deslocam mais devagar e não têm muitas opções na hora do embate corpo a corpo. A aposta em investidas pouco críveis e na batalha que se desenrola a partir de então, distancia o espectador, que não deixa de se divertir com o que está vendo, mas de maneira superficial e sem vontade.

Jack – o Caçador de Gigantes vem para comprovar duas coisas: a temporada de adaptar qualquer coisa que tenha sido bem consumida em algum momento da humanidade ainda está em alta, mas são pouquíssimas as pessoas que sabem fazê-lo. Nesta última leva dos contos de fadas pode-se dizer que o viveram felizes para sempre está longe, longe de acontecer.

Um Grande Momento:
Descendo.

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