(Isolados, BRA, 2014)

Terror
Direção: Tomas Portella
Elenco: Regiane Alves, Bruno Gagliasso, Orã Figueiredo, Silvio Guindane, Fernanda Pontes, José Wilker
Roteiro: Tomas Portella, Mariana Vielmond
Duração: 86 min.
Nota: 5 ★★★★★☆☆☆☆☆

Seguindo a tendência do novo cinema nacional, quando o sucesso e o aumento de produções estimula incursões em novos gêneros, Isolados é um longa-metragem de suspense e horror, que tenta reproduzir o medo e, em parte, consegue.

Uma jovem instável e seu marido vão passar uma temporada em uma casa no campo. Porém, na mesma época, estranhos assassinatos começam a ocorrer no local.

A acertada opção pelo visual escuro já cria o clima de apreensão que deve permanecer durante todo o filme. Uma primeira sequência de perseguição também funciona muito bem ao optar por enquadramentos sufocantes e pouco esclarecedores. O que se vê neste momento é o potencial de Tomas Portella (Operações Especiais), diretor do longa, em criar angústia.

A coisa até segue o programado e funciona durante um tempo, além de se beneficiar com a atuação dedicada de Bruno Gagliasso (Mato Sem Cachorro), uma boa direção de fotografia de Gustavo Hadba (Faroeste Caboclo) e a direção de arte de Claudio Amaral Peixoto (O Palhaço), mas chega uma hora em que desanda completamente.

A tentativa de personalizar os acontecimentos, com diversos flashbacks pouco relacionados aos acontecimentos, quebra o clima e acaba sacando o espectador de dentro do filme, e, a cada novo momento, a volta é mais difícil.

Além disso, uma certa previsibilidade transforma o final em algo arrastado e desinteressante, com todo mundo sabendo o que vai acontecer, mas tendo que encarar uma repetição infinita de acontecimentos. Mesmo que entre eles ainda surjam alguns lampejos interessantes.

Mas não deixa de ser uma tentativa válida. Que outros filmes de gênero invadam o nosso cinema. Competência a gente tem de sobra, só precisa treinar mais um pouco.

Um Grande Momento:
A sequência inicial.

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