(Inferno, EUA/JPN/TUR/HUN, 2016)
Ação
Direção: Ron Howard
Elenco: Tom Hanks, Ben Foster, Sidse Babett Knudsen, Felicity Jones, Irrfan Khan, Omar Sy, Jon Donahue, Wolfgang Stegemann
Roteiro: Dan Brown (romance), David Koepp
Duração: 121 min.
Nota: 5 ★★★★★☆☆☆☆☆

Terceira adaptação de um romance de Dan Brown para os cinemas, Inferno traz novamente o professor Robert Langdon, mais uma vez interpretado por Tom Hanks, tendo que solucionar mais uma trama internacional cheia de símbolos ocultos em obras de arte conhecidas. Agora, as dicas estão escondidas em “A Divina Comédia”, de Dante Alighieri. O vilão é o bioquímico Bertrand Zobrist que acredita que só há salvação para a humanidade se metade dela for extinta. Para isso, ele cria um super vírus e o esconde em algum lugar da Europa.

Como na literatura de Brown, a distribuição da ação segue um mesmo padrão específico, e, assim como nos filmes anteriores, apesar do texto fácil e bastante cinematográfico, a adaptação fica devendo muito ao impresso.

Apesar do bom começo, com frenéticas cenas de alucinação, todas muito bem elaboradas e visualmente impressionantes, e uma história que desperta a curiosidade do espectador, o filme não consegue sobreviver muito bem às várias falhas do roteiro, adaptado por David Koepp (Anjos e Demônios).

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Além da principal virada, mal executada e seguida por flashbacks desinteressantes, que pouco acrescentam à trama, falta desenvolvimento aos personagens e, pior, o mistério a ser desvendado está sempre vários passos atrás da ação impressa na tela. Apesar de toda a correria, de alguns efeitos visuais e locações em vários lugares famosos, em momento nenhum aquilo que se tenta descobrir é tratado como prioridade.

Tom Hanks (Negócio das Arábias) está confortável no papel de Langdon, depois de vivê-lo por duas vezes, mas esquece algumas de suas características principais em meio às várias tentativas de incrementar o que se assiste. Os vários antagonistas e pseudo-antagonistas não conseguem se estabelecer e carecem de carisma, mesmo com os papéis sendo defendidos por Omar Sy (Intocáveis) e Felicity Jones (A Teoria de Tudo). O único que consegue se destacar é Irrfan Khan (As Aventuras de Pi), que vive o excêntrico chefe de uma organização internacional.

Mesmo com vários problemas, Inferno consegue despertar uma certa ansiedade e é nisso que se segura. Indo além das boas sequências de alucinação de Langdon, que perduram por quase todo o filme, cenas de ação bem realizadas e uma sequência final interessante conseguem fazer com que o longa cumpra seu papel básico de entreter quem o assiste.

Mas está longe de ser alguma coisa demais. É só diversão rápida e esquecível mesmo, e nem é das melhores.

Um Grande Momento:
Alucinações.

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