(A Haunted House, EUA, 2013)

Comédia
Direção: Michael Tiddes
Elenco: Marlon Wayans, Marlene Forte, Essence Atkins, David Koechner, Dave Sheridan, Nick Swardson, Alanna Ubach, Andrew Daly, Cedric the Entertainer
Roteiro: Marlon Wayans, Rick Alvarez
Duração: 86 min.
Nota: 2 ★★☆☆☆☆☆☆☆☆

Embora tenha em sua filmografia um grande filme como Réquiem para um Sonho, Marlon Wayans ficou famoso por suas atuações cômicas, algumas roteirizadas por ele e alguns de seus irmãos, outras por colegas comediantes. Entre títulos bizarros como Norbit e O Pequenino, estão algumas boas experiências de besteirol como os vazios mas eficientes As Branquelas e os dois primeiros títulos da franquia Todo Mundo em Pânico, que ironiza os filmes de terror.

Inatividade Paranormal tenta seguir o mesmo caminho da série de filmes de paródia que chamou a atenção do público para os irmãos Wayans e, por que não, atingir o mesmo sucesso da série que parodia: o terror de found footage, nova sensação do momento no gênero, Atividade Paranormal. Mas não consegue chegar nem no meio do caminho.

Baseado em uma série de filmes onde muito pouco acontece e a repetição é praticamente uma regra, o humor do filme não consegue sobreviver a si mesmo e perdido em piadas previsíveis, muita escatologia e uma prolongação desnecessária de qualquer momento presumivelmente engraçado, mais constrange do que diverte.

A situação vai se agravando com o passar do tempo. Nos primeiros momentos ainda parece haver alguma boa vontade por parte do público e o longa-metragem consegue se manter, provocando até algumas risadas, como na chegada de Kisha na casa do namorado, onde vai morar a partir de então; nas primeiras cenas com Rosa, a empregada latina e mais em alguns dois ou três momentos. Com o passar do tempo, a coisa vai entrando em uma espécie de marasmo e as risadas vão rareando.

Nem os personagens coadjuvantes da trama que estão ali para tentar driblar o marasmo de “vídeos domésticos” conseguem chegar a algum lugar. Muito do problema está em um humor pobre e na conotação sempre sexual de tudo e todos, sejam eles um pobre cachorrinho de pelúcia, o casal de melhores amigos ou um médium. Mas nem toda a “sem-graceza” é capaz de preparar para a vergonha causada com a chegada do padre exorcista vivido por Cedric the Entertainer. Desde sua entrada na trama, um silêncio profundo toma conta da plateia e a espera pelo fim torna-se quase palpável. Pura vergonha alheia.

Sem perceber que Atividade Paranormal não oferece tanta referência como os vários filmes parodiados na franquia Todo Mundo em Pânico, Wayans e seu co-roteirista Rick Alvarez erram ao não buscar uma história alternativa para seu filme e ao tentar achar graça em qualquer detalhe frágil que encontram pelo caminho. Michael Tiddes, ao escolher esse para ser o seu título de estreia e o público por acreditar que isso chegaria em algum lugar.

Depois da experiência é difícil não lembrar de Marlon lá atrás, em Réquiem para um Sonho. Talvez ele devesse voltar a apostar nessa possibilidade de atuar em filmes mais sérios, em papéis diferentes desse que vem interpretando há alguns anos. Nem se ele fizesse isso muito mal, seria tão constrangedor como Inatividade Paranormal.

Um Grande Momento:
No cemitério.

Atividade-Paranormal

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