(House of the Dead, ALE/CAN/EUA, 2003)

Terror

Direção: Uwe Boll

Elenco: Jonathan Cherry, Tyron Leitso, Clint Howard, Ona Grauer, Ellie Cornell, Will Sanderson, Enuka Okuma, Kira Clavell, Sonya Salomaa, Jürgen Prochnow, David Palffy, Michael Eklund

Roteiro: Mark A. Altman, Dan Bates, Dave Parker

Duração: 90 min.

Nota: -1/10

BOMBA TOTAL!

Na verdade, o filme não merecia nem ser comentado, mas como ele vai acompanhado de uma boa notícia, de repente, este comentário sirva até de propaganda para a causa.

Primeiro vou falar do filme. É, sem dúvida, um dos piores da minha vida. House of the Dead foi um vídeo-game (primeiro arcade e depois lançado para computador e console) bem popular há alguns anos atrás e que tinha como objetivo matar todos os mortos-vivos que apareciam na nossa frente.

Tentando aproveitar, muito mal diga-se de passagem, a idéia principal, o filme conta a história de um antigo padre, expulso da Espanha por causa dos seus experimentos para se tornar imortal e que acaba criando, em uma casa isolada em uma ilha, vários seres que voltam a viver após a morte. Claro que todas as pessoas mortas por estes zumbis também viram mortos-vivos. Assim, toda a ilha fica tomada pelas estranhas criaturas.

O diretor, Uwe Boll, é um especialista em tentar fazer estes tipos de adaptações. Mas, mesmo tentando muito, nunca conseguiu fazer nada que se aproximasse do minimamente aproveitável.

O filme é completamente sem sentido, as atuações são as piores possíveis, o roteiro não consegue distribuir os acontecimentos com regularidade e a idéia de inserir cenas do jogo para indicar os cortes, não poderia ser mais infeliz.

Sem aproveitar nada, as reações da platéia variam entre risadas, comentários incrédulos e cochilos. Não é indicado para ninguém e nenhuma pessoa jamais vai ser capaz de descrever toda a ruindade do filme. É daqueles que se aparecer na sua frente, fuja léguas.

A Luz no Fim do Túnel

Agora que já falamos da coisa ruim, vamos à boa notícia. Como já deu para perceber, o digníssimo Uwe jamais deveria ter chegado perto de uma câmera na vida dele. Mas o fez e, como resultado, temos aí as porcarias que ele dirige, roteiriza, produz e que sempre tem algum maluco para financiar.

Tentando mudar esta realidade, um grupo de jogadores de vídeo-game, cinéfilos em geral e aficcionados pelo gênero Terror resolveu começar um movimento anti-Uwe. Eles criaram um abaixo-assinado solicitando que o diretor mantenha uma distância segura de produções, ou seja, pare de dirigir, produzir ou participar de qualquer criação cinematográfica.

Ao saber do movimento, o diretor se prontificou a pendurar as chuteiras, mas isso só se o número de assinaturas chegar a um milhão. Atualmente, o documento tem cerca de 250 mil assinaturas.

Claro que eu já cumpri o meu papel e, além de assinar, distribui o link para vários amigos, que acham a mesma coisa do diretor, votarem também.

Para aderir ao movimento anti-Uwe, clique aqui.

De repente esta é até uma maneira de ajudar o pobre diretor que, na verdade, está bem perdido nesta profissão que escolheu e, com nosso apoio, pode até arrumar algo mais interessante para fazer.

Um Grande Momento

Do filme? Nesse filme não tem nem médio momento, imagina grande.



Prêmios e indicações
(as categorias premiadas estão em negrito)

Fangoria Chainsaw Awards: Pior Filme

Links

Site Oficial