(Giovanni Improtta, BRA, 2013)

Comédia
Direção: José Wilker
Elenco: José Wilker, Andréa Beltrão, Yago Machado, Thelmo Fernandes, André Mattos, Hugo Carvana, Julia Gorman, Othon Bastos, Cristina Pereira, Milton Gonçalves, Gregório Duvivier, Jô Soares
Roteiro: Mariana Wilker e Aguinaldo Silva
Duração: 100 min.
Nota: 3 ★★★☆☆☆☆☆☆☆

Nascido em obras literárias do escritor e dramaturgo Aguinaldo Silva (“O homem que comprou o Rio” e ”Prendam Giovanni Improtta”), o personagem Giovanni Improtta se popularizou ao virar personagem da novela da Rede Globo Senhora do Destino, em 2004. Quase uma década depois, o bicheiro dono de escola de samba volta a ganhar vida. Desta vez nas telas de cinema, no primeiro filme dirigido pelo ator José Wilker, que interpreta novamente Improtta.

Sempre com seu figurino extravagante de gosto duvidoso, Improtta continua a tocar seus negócios como dono de banca de jogo do bicho. Viúvo e com os filhos do primeiro casamento morando no exterior, ele tem uma nova família: a dondoca Marilene e o filho caçula, fruto do atual relacionamento.

O desejo do bicheiro é ingressar num grupo de bacanas da alta sociedade. Ele não poupa nenhum esforço e usa sua influência e dinheiro para garantir a vaga no clube seleto. Em paralelo, participa de reuniões da “cúpula”, um tipo de associação de contraventores formada por donos de jogatina ilegal. Mas as coisas mudam de rumo quando ele é acusado de assassinar um investigador da polícia.

Giovanni Improtta é um filme que até tem elementos interessantes no roteiro, a começar pelo anti-herói, que dirige negócios ilícitos, é padrinho do delegado e suborna a todos, mas por ser carismático e ajudar à comunidade tem o apreço das pessoas, mesmo que a fonte dos recursos seja de origem ilegal. O bicheiro faz questão de deixar claro que ele não é bandido, é contraventor e contraventor não foge, demonstrando a condescendência da sociedade com certos delitos. Outro personagem interessante é o pastor ex-cunhado de Improtta, que manipula a fé alheia e usa o poder que tem com os fiéis para conseguir vantagens.

Mas o filme é tão mal executado que as poucas coisas boas da história ficam perdidas em meio a piadas sem graça. Algumas situações caem de paraquedas no filme apenas para tentar fazer rir e, mesmo assim, não alcançam o objetivo. Dá para contar nos dedos os momentos nos quais realmente mudamos a expressão facial e esboçamos um sorriso.

Mal dirigido, com personagens que somem de uma hora para outra e com atuações no automático, Giovanni Improtta acaba não funcionando como comédia e muito menos como crítica social, como tenta ser em determinados momentos. “Felomenalmente” desnecessário.

Um Grande Momento:
A briga com Marlene.

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