(Ghost Town, EUA, 2008)

Comédia
Direção: David Koepp
Elenco: Ricky Gervais, Greg Kinnear, Téa Leoni, Aasif Mandvi, Kristen Wiig, Aaron Tveit, Alan Ruck, Bill Campbell, Jeff Hiller
Roteiro: David Koepp e John Kamps
Duração: 102 min.
Nota: 7  ★★★★★★★☆☆☆
Não são poucos os filmes de gente morta que, com pendências na terra, ficam vagando por aí até resolver esses problemas ou achar alguém que os ajude. Assim, fica difícil alguma coisa já não ser clichês nesse tipo de filme.

Ghost Town – Um Espirito Atrás de Mim tenta, com sucesso, inovar e fugir do lugar-comum usando o protagonista Rick Gervais (criador de The Office) para fisgar o público. Seu Bertram Pincus é tão egoísta, ranzinza, antipático e sem nenhuma capacidade de relacionar-se com um ser humano que desperta uma certa simpatia e uma natural torcida para que algo mude aquela situação.

Após um procedimento médico um tanto vergonhoso, o dentista Pincus “morre” por alguns minutos, volta à vida com a capacidade de conversar e ver os mortos e começa a ser perseguido pelo espírito de Frank (Gregg Kinnear). O falecido precisa resolver algo com sua viúva, Gwen (Téa Leoni), que mora justamente no prédio do dentista e já teve o “prazer” de conhecer todo seu trato com as pessoas.

Como Frank, vários outros espirítos que começam a perseguir o dentista por todos os lados para que ele resolva suas pedências.

Entre os pontos fortes do filme, que não abusa daquelas situações constragedoras de gente conversando sozinha, estão os diálogos acidos, situações não apelativas mas engraçadas e a capacidade de Rick Gervais em ser naturalmente engraçado.

Gregg Kinnear e Téa Leoni também agradam muito em seus papéis e, a sua maneira, constróem personagens engraçados e são competentes ao demonstrar aquela dor de não poder dizer tudo que desejam aos que partiram.

A trilha sonora é excelente e recheada de baladas como The Heart of Life de John Mayer e Please Be Patient With Me, do Wilco. Mas o destaque fica com I’m Looking Through You, dos Beatles, num trocadilho mais do que apropriado com o filme.

Impossível não se render ao roteiro de David Koepp, que também dirige o longa, e John Kamps. E vale destacar também todos os personagens secundários, ou espirítos que atormetan Pincus e são adoráveis.

Ghost Town não é um filme perfeito e tem seus problemas – situações exageradas, alguns clichês, roteiro prevísivel. No entanto, parece cumprir exatamente sua despretensiosa proposta e consegue divertir, emocionar e cativar quem o assiste.

O final, mesmo prevísivel, é belo, sútil e causa no espectador aquela sensação boa de dever cumprido, sem apelar para o óbvio desfecho feliz de muitos outros filmes.

A vida está só começando.

Um Grande Momento

Nós dois e a múmia.

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