46-festival-de-brasilia_logoForam anunciados hoje os vencedores da 46ª edição do Festival de Brasília do Cinema Brasileiro. Os longas-metragens Exilados do Vulcão, de Paula Gaitán, e O Mestre e o Divino, de Tiago Campos, foram os ganhadores do candangos de melhor filme de ficção e documentário, respectivamente.

O Mestre e o Divino e Morro dos Prazeres, de Maria Augusta Ramos, foram os documentários mais premiados da noite, com três candangos cada um. O longa Outro Sertão, de Andrea Jacobsen e Soraia Vilela, ganhou o prêmio especial do júri. Entre as ficções, os mais premiados foram Depois da Chuva, de Cláudio Marques e Marília Hughes, e Amor Plástico e Barulho. O júri popular elegeu Os Pobres Diabos, de Rosemberg Cariry, como o melhor do festival.

Os curtas-metragens escolhidos pelo júri oficial foram Lição de Esqui (ficção), Contos da Maré (documentário) e Faroeste (animação). A animação também foi a escolhida pelo público. Na Mostra Brasília, o curta O Balãozinho Azul recebeu o prêmio de melhor curta pelos dois júris. O longa Cidadão Brazza foi o escolhido pelo público e Plano B pelo júri oficial.

O prêmio da crítica, dado pela Associação Brasileira de Críticos de Cinema, foram o curta A que deve a honra dessa ilustre visita este simples marquês? e o longa Avanti Popolo.

Confira a lista completa de premiados:

PRÊMIOS DO JÚRI OFICIAL

FILME DE LONGA-METRAGEM FICÇÃO

Melhor filme
Exilados do Vulcão, de Paula Gaitán

Melhor direção
Michael Wahrmann, por Avanti Popolo

Melhor ator
Pedro Maia, por Depois da Chuva

Melhor atriz
Maeve Jinkings, por Amor, Plástico e Barulho

Melhor ator coadjuvante
Calos Reichenbach, por Avanti Popolo

Melhor atriz coadjuvante
Nash Laila, por Amor, Plástico e Barulho

Melhor roteiro
Claudio Marques, por Depois da Chuva

Melhor fotografia
Aloysio Raulino, por Riocorrente

Melhor direção de arte
Dani Vilela, por Amor, Plástico e Barulho

Melhor trilha sonora
Mateus Dantas, Nancy Viegas, Bandas Crac! e Dever de Classe, por Depois da Chuva

Melhor som
Fábio Andrade e Edson Secco, por Exilados do Vulcão

Melhor montagem
Idê Lacreta e Paulo Sacramento, por Riocorrente

FILME DE CURTA-METRAGEM FICÇÃO

Melhor curta ficção
Lição de Esqui, de Leonardo Mouramateus e Samuel Brasileiro

Melhor direção
Ricardo Alves Jr., por Tremor

Melhor ator
Miguel Arraes, por Todos Esses Dias em que sou Estrangeiro

Melhor atriz
Rita Carelli, por Au Revoir

Melhor roteiro
Leonardo Mouramateus, por Lição de Esqui

Melhor fotografia
Matheus Rocha, por Tremor

Melhor direção de arte
Thales Junqueira, por Au Revoir

Melhor trilha sonora
Gustavo Fioravante e O Grivo, por Fernando Que Ganhou Um Pássaro do Mar

Melhor som
Bruno Bergamo, por Sylvia

Melhor montagem
Frederico Benevides, por Tremor

FILME DE CURTA-METRAGEM ANIMAÇÃO

Melhor filme animação
Faroeste – Um Autêntico Western, de Wesley Rodrigues

FILME DE LONGA-METRAGEM DOCUMENTÁRIO

Melhor longa documentário
O Mestre e o Divino, de Tiago Campos

Melhor direção
Maria Augusta Ramos, por Morro dos Prazeres

Melhor fotografia
Leo Bittencourt e Gui Gonçalves, por Morro dos Prazeres

Melhor trilha sonora
O Mestre e o Divino

Melhor som
Felippe Mussel, por Morro dos Prazeres

Melhor montagem
Amandine Goisbault, por O Mestre e o Divino

PRÊMIO ESPECIAL DO JÚRI DOCUMENTÁRIO
Pelo trabalho de pesquisa do filme Outro Sertão, de Adriana Jacobsen e Soraia Vilela

FILME DE CURTA-METRAGEM DOCUMENTÁRIO

Melhor filme
Contos da Maré, de Douglas Soares

Melhor direção
Rafael Urban e Terence Keller, por A que deve a honra da ilustre visita este simples marquês?

Melhor fotografia
André Moncaio, por O canto da lona

Melhor trilha sonora
Fabio Baldo, por Contos da Maré

Melhor som
Samuel Gambini, por O canto da lona

Melhor montagem
Ivan Costa e Dácia Ibiapina, por O gigante nunca dorme

PRÊMIO DO JÚRI POPULAR

Melhor filme de longa metragem
Os Pobres Diabos, de Rosemberg Cariry

Melhor filme de curta metragem
Faroeste – Um Autêntico Western, de Wesley Rodrigues

TROFÉU CÂMARA LEGISLATIVA DO DISTRITO FEDERAL

Melhor longa-metragem
Plano B, de Getsamane Silva

Melhor curta-metragem
O Balãozinho Azul, de Fáuston da Silva

Melhor direção
Renata Diniz, por Requília

Melhor ator
Dimer Monteiro e Henrique Bernardes Batista, por Requília

Melhor atriz
Patrícia Del Rey, por Fragmentos

Melhor roteiro
Renata Diniz, por Requília

Melhor fotografia
Dani Azul, por Fragmentos

Melhor montagem
Sérgio Azevedo, por Plano B

Melhor direção de arte
Lucas Gehre, por Palhaços Tristes

Melhor edição de som
Ricardo Ponte, por Palhaços Tristes

Melhor captação de som direto
Victor Penington, por Requília

Melhor trilha sonora
Ivo Perelman, Mathew Shipp, Mat Maneri, Sirius Quarter, por Uma Dose Violenta de Qualquer Coisa

TROFÉU CÂMARA LEGISLATIVA DO DISTRITO FEDERAL – JÚRI POPULAR

Melhor longa-metragem
Cidadão Brazza, de Péterson Paim

Melhor curta-metragem
O Balãozinho Azul, de Fáuston da Silva

PRÊMIO ABCV – Associação Brasiliense de Cinema e Vídeo
Afonso Brazza

PRÊMIO CANAL BRASIL
A que deve a honra da ilustre visita este simples marquês?, de Rafael Urban e Terence Keller

PRÊMIO EXIBIÇÃO TV BRASIL
Os Pobres Diabos, de Rosemberg Cariry

PRÊMIO ABRACCINE

Melhor longa-metragem
Avanti Popolo, de Michael Wahrmann

Melhor curta-metragem
A que deve a honra da ilustre visita este simples marquês?, de Rafael Urban e Terence Keller

18º PRÊMIO SARUÊ
Confeccionado pelo artista Francisco Galeno e definido, em votação, pelos integrantes do jornal Correio Braziliense, o troféu é dedicado ao melhor momento do Festival de Brasília do Cinema Brasileiro

Carlos Reichenbach em Avanti Popolo

“Foram anos de convivência, nutrida sempre por filmes que, com conteúdo anárquico, nunca relegaram o caráter de diversão reservado ao público. De certa maneira, ele fez de Brasília — abarrotada de relatórios confidenciais do poder — uma ilha dos prazeres proibidos: com alma corsária e biotipo portentoso, soube tomar de assalto e decifrar o universo feminino das Garotas do ABC e das falsas louras. Na presença coerente, em filme com lastro político, Carlos Reichenbach, pela entrega como ator, surpreendeu em Avanti Popolo. É um canto de cisne que reclama certo silêncio de reverência, mas garante a perenidade do cinema de Carlão”.