(Groundhog Day, EUA, 1993)

Comédia
Direção: Harold Ramis
Elenco: Bill Murray, Andie MacDowell, Chris Elliott, Stephen Tobolowsky, Brian Doyle-Murray, Marita Geraghty, Michael Shannon
Roteiro: Danny Rubin, Harold Ramis
Duração: 101 min.
Nota: 8 ★★★★★★★★☆☆

E se o tempo parasse e você revivesse várias vezes o mesmo dia? Tantas vezes que fosse capaz de ir se percebendo e, caso não estivesse gostando de estava vendo, encontrar nessa repetição uma chance de transformar a sua vida?

É o que acontece com o repórter metereológico Phil em Feitiço do Tempo. Estúpido com as pessoas e se achando muito melhor do que é na verdade, ele precisa ir mais uma vez fazer uma reportagem em uma pequena cidade, onde uma marmota consegue prever as mudanças do tempo, algo que considera muito estúpido diante de todo o seu talento.

Acompanhado da produtora Rita e do cinegrafista Larry, Phil faz o seu trabalho de má vontade e a única coisa que quer é sair correndo daquele lugar, mas uma nevasca faz com que os três precisem passar mais uma noite no local. Para piorar a situação do jornalista, o dia seguinte é o mesmo dia de novo. E de novo, e de novo.

Bill Murray (Encontros e Desencontros), com seu carisma e senso preciso de humor, domina o filme. É delicioso o modo como ele cria seu Phil repugnante e, depois de passar por um período canastrão, vira uma pessoa simpática e querida por todos os moradores da pequena cidade. Uma daquelas pessoas capaz de conquistar alguém em apenas um dia.

Andie MacDowell (Quatro Casamentos e um Funeral) faz o par romântico de Phil, a produtora que o conquista muito antes de conseguir enxergá-lo. É ela o principal motivo da manipulação do tempo na vontade de se transformar em uma pessoa melhor do protagonista.

Além das atuações, o longa-metragem conta ainda com um bom roteiro, escrito por Danny Rubin (Tortura Silenciosa) em parceria com o diretor Harold Ramis (Os Caça-Fantasmas), e a boa montagem de Pembroke J. Herring (Entre Dois Amores).

Constatações curiosas como a inevitabilidade de determinados acontecimentos, a influência que se tem sobre eventos por vezes indesejados e a capacidade de os mudar, e o empenho em tarefas tidas como impossíveis fazem toda a diferença.

Por sua repetição, o filme pode parecer um pouco cansativo na primeira visita daqueles que não embarcam na história de cara, mas tem tanta coisa por trás desse reviver o mesmo dia e encarar aquele presente, sempre constante na vida real, que é impossível não se render.

Uma boa ideia, muito bem realizada e que se transformou em xodó cinéfilo por aí. Merece muito ser visto.

Um Grande Momento:
No hospital.

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