(We’re the Millers, EUA, 2013)

Comédia
Direção: Rawson Marshall Thurber
Elenco: Jennifer Aniston, Jason Sudeikis, Emma Roberts, Will Poulter, Ed Helms, Nick Offerman, Kathryn Hahn, Molly C. Quinn, Tomer Sisley, Matthew Willig, Luis Guzmán
Roteiro: Bob Fisher, Steve Faber, Sean Anders, John Morris
Duração: 110 min.
Nota: 5 ★★★★★☆☆☆☆☆

A ideia é até boa, pegar quatro tipos marginalizados pela sociedade e ver no que vai dar quando eles precisam ser tornar uma família perfeitinha e careta. Porém, Família do Bagulho desperdiça o tom politicamente incorreto das piadas e se limita a ser uma comédia previsível.

O filme conta a história de um traficante que, para pagar uma dívida, aceita transportar do México para os EUA uma enorme quantidade de maconha. Para não dar bandeira na fronteira, ele tem a “brilhante” ideia de fingir que está passeando com sua família e contrata a sua vizinha, que trabalha como stripper, para se passar por sua esposa. Além disso, chama seu vizinho adolescente para ser o filho mais velho e uma garota que abandonou os pais para viver nas ruas, sua filha.

Estrelada por Jennifer Aniston e Jason Sudeikis, Família do Bagulho alfineta o comportamento estereotipado de uma parcela das famílias norte-americanas. É aos pais supostamente corretos e adeptos da moral e dos bons costumes que as sátiras do filme são direcionadas. Referências a filmes e programas de TV não faltam.

A obra toca em temas considerados tabus em sociedades conservadoras, como sexo e drogas, mas na prática, a história que começa bem, com muitas piadas inteligentes, acaba perdendo a força ao longo da trama e se transforma em baboseira.

Embora cumpra o papel de fazer rir com uma sucessão de piadas, algumas delas provocando o riso por serem grotescas, o filme deixa muito a desejar em seu roteiro. Não que se espere que um tipo de comédia como esta se aprofunde na história, mas é nítida a falta de coerência em situações chaves da trama.

As atuações de Jennifer Aniston e Jason Sudeikis, que já trabalharam juntos em Quero Matar meu Chefe, não empolgam, mas também não comprometem. O que complica mesmo o filme é o seu desfecho que vai na contramão da ideia original, dando a sensação de que o diretor optou por seguir um caminho seguro, nada original.

É uma pena constatar que, no final das contas, Família do Bagulho renuncia o lado crítico da história e serve apenas para rir.

Dica: os fãs do seriado Friends devem assistir aos créditos finais.

Um Grande Momento:
Ensinando a beijar.

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