(Terminator 3: Rise of the Machines, EUA/ALE/GBR, 2003)

Ação/Ficção Científica

Direção
: Jonathan Mostow

Elenco: Nick Sthal, Claire Danes, Arnold Schwarzenneger, Kristanna Loken, David Andrews, Mark Famiglietti

Roteiro: James Cameron e Gale Anne Hurd (personagens), John D. Brancato, Michael Ferris, Tedi Sarafian

Duração: 109 min.

Minha nota: 3/10

O maior problema de continuações é a irregularidade no nível das produções. A sequência de filmes sobre um ciborgue que volta para o passado para matar e depois salvar o líder da resistência começou muito bem e chegou ao ápice com o segundo filme, Exterminador do Futuro 2 – O Juízo Final. O que acontece depois do ápice? É possível manter a mesma qualidade? A Rebelião das Máquinas demonstra que não.

Na minha opinião os terceiros títulos de trilogias, quadrilogias e infinitologias (em voga no momento) só são realmente bons se o segundo filme for de normal para ruim. Por exemplo, não tem nenhum Harry Potter, até agora, melhor do que o terceiro. Mas claro que pode existir um Indiana Jones no meio do caminho para mostrar que é possível manter a qualidade.

No geral, existem muito mais fracassos do que sucessos nos terceiros filmes. É só procurar as trilogias mais famosas como Aliens, Planeta dos Macacos, Homem-Aranha, X-Men, De Volta para o Futuro e o foco da nossa história de hoje: Exterminador do Futuro.

John Connor cresceu e, mesmo depois de ter “destruído” a ameça de juízo final com a ajuda da mamãe e do borgue amigo no filme anterior, não confia em nada e vive mudando de um lugar para o outro, sem poder ser encontrado.

Mesmo assim uma ciborgue nanotecnológica, a T-X, é mandada para eliminar aqueles que seriam os aliado de Connor em um futuro próximo. Claro que um outro T-800 é enviado para cuidar da segurança dessas pessoas.

No local de trabalho de uma aliada do futuro, T-X e T-800 acabam encontrando John e uma longa batalha pela eliminação/salvação do mesmo acontece.

Apesar de bons efeitos visuais (mas nem todos são tão bons assim) e do corre-corre generalizado, o filme não empolga. O roteiro é cheio de buracos e se algumas cenas de ação parecem piadas, outras que queriam ser engraçadas não conseguem provocar nem um sorriso.

O tom apelativo é uma vala em que diretores e roteiristas de ação costumam cair de vez em quando e isso também acontece aqui. O T-800 vilão e o T-1000 demoraram a morrer, mas acompanhar toda a saga da T-X é cansativo, chato e, por vezes, desesperador.

O elenco não consegue fazer nada para modificar isso. Nick Sthal não tem a menor cara de líder de uma rebelião e não convence como o perseguido de um filme de ação, principalmente se ele foi criado por Sarah Connor.

Nem Arnold Schwarzenegger, que desempenha tão bem o papel do T-800 (afinal de contas, é um robô), consegue convencer desta vez. A cena no hangar é uma das piores coisas que eu já vi do político grandão.

No final das contas o filme é um apanhado de equívocos e plágios e não acrescenta muito à história de Connor. A única vantagem é que se o três foi ruim, o quarto tem tudo para ser melhor.

Para ver só em caso de muita curiosidade e disposição. Casa queira ver um filme que misture aventura e ficção-científica, procure outro título.

Um Grande Momento

Nenhum me vem à cabeça.

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