(The Haunting in Connecticut, EUA, 2009)

Terror

Direção
: Peter Cornwell

Elenco: Virginia Madsen, Kyle Gallner, Elias Koteas, Amanda Crew, Martin Donovan, Sophi Knight, Ty Wood, Erik J. Berg, John Bluethner, D. W. Brown

Roteiro: Adam Simon, Tim Metcalfe

Duração: 102 min.

Minha nota: 6/10

Embora não seja o meu gênero exclusivo (viu, Robson?), quem anda pelo Cenas já deve ter notado que eu tenho uma quedinha toda especial pelo terror.

Claro que as produções estadunidenses costumam ficar de fora da minha lista de preferências, mas como vez por outra aparece alguma coisa que preste, não deixo de conferir aqueles que tem algum potencial.

Uma família se vê obrigada a morar em uma casa velha e esquisita em Connecticut para ficar mais próxima do hospital onde o filho mais velho é submetido a um tratamento revolucionário de câncer.

A falta de dinheiro, a dolorosa recuperação das sessões de radioterapia e o problema do alcoolismo do pai ficam em segundo plano quando estranhos eventos começam a acontecer na casa.

Apesar da velha história de casas com passado, o roteiro é bem interessante e o filme tinha uma grande chance de ser bom se não fossem alguns defeitos. Pelo menos não é mais uma versão de filmes orientais, apesar de ser adaptado de um telefilme.

Entre as qualidades está a capacidade de assustar e deixar aquele medinho depois que as luzes se acendem. Os atores não são brilhantes, mas não comprometem muito, como é comum em produções do gênero. O trabalho de arte de Kathleen L. Martin é muito competente.

O maior e mais incômodo problema é, sem dúvida nenhuma, a trilha sonora exagerada e sempre presente. Uma casa antiga pode proporcionar tantos sons interessantes e filmes de espíritos conseguem trabalhar tão bem com o silêncio que o exagero de notas graves e repetitivas cansa e prejudica o andamento do filme. Além deixar aquela impressão de insulto aos espectadores, que não entenderão o que estão vendo se não tiver uma música para pontuar o momento.

O número de sustos também excede o necessário e, algumas vezes, causa o efeito contrário. Muitos dos clichês também dão uma passada pela tela. Tem um reverendo que aparece por acaso e sabe tudo para solucionar o problema, explicações estapafúrdias para eventos, fotos de pessoas mortas e de fenômenos paranormais (uma delas tem um defeito específico, mas é spoiler) e aqueles momentos em que o mal vai dominando tudo.

Ou seja, o que vale mesmo é a história que vendida como “baseada em fatos reais” fica muito mais assustadora e agrada.

Os impressionáveis devem manter uma distância segura. Quem gosta de um terror paranormal vai se divertir um bocado.

Um Grande Momento

A oração antes do jantar.

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