(Everest, EUA/GBR/ISL, 2015)

Aventura
Direção: Baltasar Kormákur
Elenco: Jason Clarke, Jake Gyllenhall, Josh Brolin, Keira Knightley, John Hawkes, Sam Worthington, Michael Kelly, Robin Wright, Emily Watson, Ingvar Eggert Sigurðsson
Roteiro: William Nicholson, Simon Beaufoy
Duração: 121 min.
Nota: 5 ★★★★★☆☆☆☆☆

Evereste é aquele tipo de filme que todo mundo vai assistir sabendo o que vai encontrar. Situações limites, angústia e algum melodrama. Um produto calculado e realizado para despertar sentimentos como estes, em pessoas que querem passar por isso.

Depois de várias chegadas ao cume da montanha gigante, levar montanhistas ao lugar vira uma espécie de negócio lucrativo. Rob Hall é o dono de uma das empresas especializada na subida e acabou de juntar equipe e clientes para mais uma expedição.

Como já disse, o filme tem todos os clichês esperados do gênero. O personagem irresponsável e o ultra responsável, personagens que ficaram em casa e dão razão aos momentos piegas, e decisões esdrúxulas. Uma passagem, durante a conversa do personagem de Jake Gyllenhall (O Abutre) com o de Ingvar Eggert Sigurðsson (Cavalos e Homens), seu fiel escudeiro, sobre a competitividade e com direito a antecipação da trilha sonora grave, é um exemplos dessa falta de moderação.

Mas, se os clichês negativos estão presentes, os positivos também marcam seu território. Há um monte de travessias vertiginosas e momentos de tensão competentes. Tanto que, para os não montanhistas, é difícil entender porque alguém se sujeita a algo tão extremo.

Ainda pensando no lado positivo do longa-metragem, a construção do Evereste e de seus perigos é impressionante. A fotografia, bastante auxiliada pelas locações, somada ao trabalho de efeitos visuais e de som são a graça maior do filme.

Se isso chama a atenção em Evereste, o elenco, cheio de nomes conhecidos e de bons atores, acaba não fazendo muita diferença. Até porque, no meio daquele caos e sob camadas e mais camadas de roupa e neve, pouca gente consegue ser reconhecida e não há nenhuma necessidade de grandes atuações. Poderiam ter convidado todo mundo que fez Pânico na Floresta 13 e economizado nesse quesito.

Um filme para quem gosta de alpinismo e montanhismo, por ser baseado em fatos reais e pela tensão que eles devem conhecer e gostar, e para aqueles que estão morrendo de calor, pois não há nada melhor do que o ar condicionado enquanto se vê tanta neve. Como cinema, vale pelos efeitos visuais e sonoros.

Um Grande Momento:
O ataque ao cume.

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