(Blades of Glory, EUA, 2010)

Comédia
Direção: Josh Gordon, Will Speck
Elenco: Will Ferrell, Jon Heder, Will Arnett, Amy Poehler, Jenna Fischer, William Fichtner, Craig T. Nelson, Rob Corddry
Roteiro: Jeff Cox, Craig Cox, John Altschuler, Dave Krinsky, Busy Philipps
Duração: 93 min.
Nota: 6 ★★★★★★☆☆☆☆

Há filmes para se ver sem considerar muitas coisas, bom para os dias em que pensar não é um dos principais objetivos e quando a única vontade é se divertir sem muito esforço. Isso é Escorregando para a Glória, filme que reúne em seu elenco o irregular e nem um pouco unânime Will Ferrell e o mais simpático ao público e eterno Napoleon Dynamite, Jon Heder.

O longa conta a história de Chazz Michael Michaels e Jimmy MacElroy, dois patinadores artísticos mimados e arrogantes expulsos do esporte depois de uma briga. Enquanto tentam se virar em pequenos empregos, os dois descobrem que, caso arrumem parceiras, ainda podem participar da patinação artística, na categoria “em dupla”.

O treinador de ambos resolve inovar e os propõe aos dois que esqueçam-se de seus problemas passados e sejam a primeira dupla masculina de patinação artística.

O roteiro é uma sátira ao filme água com açúcar mais famoso sobre patinação no gelo, Um Casal Quase Perfeito. Além de uma nova versão do salto Pamchenko, as semelhanças podem ser notadas na trama básica, nos personagens e em muitas das cenas. Tanto que algumas passagens conseguem até ser antecipadas por aqueles que conhecem bem o título de 1992.

Se o simples fato de colocar dois homens que se odeiam para patinar juntos já seria o suficiente para fazer rir, com um humor escrachado e assumindo todo o seu potencial besteirol, tudo acaba virando uma grande piada. Coreografias exageradas, com destaque para a primeira ao som de Aerosmith, e figurinos ridículos divertem até os mais mal-humorados.

Claro que, como todas as comédias da atualidade, algumas passagens são completamente desnecessárias. Apelações para o escatológico (quem inventou que ver alguém vomitando era engraçado?), algum abuso na duração de cenas que nem são tão engraçadas assim e um final exagerado incomodam, mas não estragam o resultado final.

Em seu primeiro longa-metragem, Josh Gordon e Will Speck conseguem controlar Ferrell melhor do que muita gente mais experiente. O ator consegue estar à vontade como o patinador mais velho e fora de forma e, diferente de outros títulos, consegue divertir mais alguém além de si próprio com momentos inspirados. A presença de Heder, como o lado mais sensível da dupla, facilita ainda mais as coisas.

Escorregando para a Glória, mesmo com seus defeitos e exageros, cumpre sua principal função de divertir e faz rir. Mas é claro que é descartável e passageiro e nunca vai funcionar se alguém tentar levar o programa mais a sério.

Um Grande Momento

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