(Enfim veuve, FRA, 2007)

Comédia
Direção: Isabelle Mergault
Elenco: Michèle Laroque, Jacques Gamblin, Wladimir Yordanoff, Tom Morton, Valérie Mairesse, Claire Nadeau, Eva Darlan, Caroline Raynaud, Paul Crauchet
Roteiro: Jean-Pierre Hasson, Isabelle Mergault
Duração: 93 min.
Nota: 5 ★★★★★☆☆☆☆☆
No ano que parece ser o das comédias francesas no Brasil, Enfim Viúva, lançado lá em janeiro de 2008, chega aos cinemas brasileiros trazendo o que já conhecemos de relações familiares, mas com um toque de humor italiano, que nem sempre reconhecemos na produção francesa.

Ainda que tenha tudo para agradar pelo potencial cômico da história, alguma coisa não funciona como deveria e muitas das situações são avessas à expectativa de quem o assiste.

A história é a de uma mulher casada há muitos anos que se apaixona, vive uma história de amor extraconjugal e pretende acabar o casamento para fugir com o amante.

Quando seu marido morre em um acidente de carro, ela pensa estar livre para seguir o seu caminho, mas a família resolve toda cuidar dela e nada dá certo.

Ainda que as atuações sejam ótimas, com destaque para Michèle Laroque e Valérie Mairesse, existe um tropeço na empatia dos personagens.

A paixão da protagonista é clara e evidente, assim como o fracasso de seu casamento. Mas o marido que, em um primeiro momento parecia alguém que não valia a pena, tem seus momentos de sensibilidade.

As trapalhadas de Anne-Marie com tantas mentiras mal contadas, situações exageradas e uma frieza muito além do comum após a notícia da morte também não ajudam muito. Isso sem falar no pouco trato do amante, que em vários momentos parece ser muito pior do que o falecido.

Já no começo do filme, o saldo é contrário ao que daria uma boa liga: estamos irritados com ela e não desgostamos dele. E sem empatia, fica difícil.

Mas algumas risadas no meio do caminho e situações esdrúxulas mantêm o interesse até o final do filme. Personagens como o sogro demente, o filho superprotetor e a cunhada conspiradora ajudam a viagem.

Daqueles filmes para ver sem esperar muita coisa em troca, mas que vai te fazer rir um pouco e ficar muito tempo com a música “Et si tu n’existais pas” na cabeça.

Um Grande Momento

O filho cantando para consolar a mãe.

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