(Her, EUA, 2013)

Drama
Direção: Spike Jonze
Elenco: Joaquin Phoenix, Amy Adams, Chris Pratt, Rooney Mara, Matt Letscher, Olivia Wilde, Kristen Wiig, Scarlett Johansson
Roteiro: Spike Jonze
Duração: 126 min.
Nota: 8 ★★★★★★★★☆☆

Assim como não será surpresa se nem todos gostarem de Ela, vai ser bem compreensível se aqueles que gostarem do filme o fizerem de maneira empolgada e exagerada. Mantendo a sua ligação com o realismo fantástico e com muita simplicidade, Spike Jonze cria um universo que possibilita tanto a observação pouco envolvida como um mergulho apaixonado.

O longa fala sobre o solitário Theodore e a relação que ele desenvolve com seu novo sistema operacional. O programa é artificialmente inteligente e vai se desenvolvendo, aprimorando e conhecendo o seu proprietário com o passar do tempo. É assim que um se apaixona pelo outro.

Em um mundo onde o virtual ocupa cada vez mais espaço e as relações humanas estão cada vez mais relegadas a um segundo plano, a história de Jonze cai como uma luva. A falta de interação e suas consequências, como o individualismo, a carência, a depressão, estão bem representadas e fazem com que a identificação no filme, para aqueles que embarcam na história, seja instantânea.

A força motriz do longa é Theodore. Vivido por Joaquin Phoenix em grande forma, o solitário homem trabalha como autor em uma empresa que presta serviços de confecção de cartas “escritas a mão” para pessoas importantes na vida dos outros. Porém, o charme do filme está em uma figura que não pode ser vista nas telas: o sistema operacional, na voz de Scarlett Johansson.

Com cenas cuidadosamente estudadas para criar o visual perfeito, há muita coisa para ser descoberta nas várias camadas de Ela. Relações, inseguranças, paixões, frustrações, alegrias e solidões. Tudo exposto com muita naturalidade e de maneira bem funcional, sem cansar ou se repetir.

Com um ritmo lento, porém adequado ao filme, e bons diálogos, o filme flui e consegue sobreviver a alguns exageros estilísticos, como os muitos flashbacks contemplativos, e histórias paralelas menos interessantes. E ganha muitos pontos com momentos específicos, onde a poesia consegue transcender a imagem.

Só pela possibilidade de ser apaixonante, é imperdível!

Um Grande Momento:
A primeira noite.

Logo-Oscar1Oscar 2014
Melhor Roteiro Original

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