36ª MostraDrama
Direção: Oleg Pogodin
Elenco: Sergey Garmash, Bogdan Stupka, Yekaterina Rednikova, Vladimir Epifantsev, Konstantin Adaev, Aleksandra Blednaya, Yevgeniya Dmitriyeva, Ivan Dobronravov, Angela Koltzova
Roteiro: Oleg Pogodin
Duração: 97 min.
Nota: 5 ★★★★★☆☆☆☆☆
(дом, RUS, 2011)

Uma numerosa família russa vive em uma casa isolada nas estepes seguindo as vontades do pai, Grigory, e sem muita expectativa de sair dali. Na festa de aniversário do avô, o filho mais velho, Viktor, retorna depois de 25 anos de ausência. Tratado como estranho pelos irmãos que mal o conhecem ou o culpam pela sina de ainda estar ali e mimado pelo pais que o idolatram, ele está, na verdade, tentando escapar da morte, encomendada por alguém mais poderoso que ele.

Na verdade, qualquer diretor sonha em fazer o seu O Poderoso Chefão. Oleg Pogedin também, mas seu sonho não chega nem perto de se realizar. A estrutura familiar é até interessante num primeiro momento, há um cuidado com detalhes de cada um dos personagem, um bom desenvolvimento do suspense e atuações dedicadas, mas ao se render ao popularesco e usar muita coisa já batida dos filmes de máfia dos Estados Unidos a coisa se perde de uma maneira difícil de recuperar.

Batido, clichê e previsível, Dom pode até levar muita gente às salas, mas vai decepcionar o público cinéfilo. Vale dar um exemplo de obviedade do longa: Dom em russo quer dizer “casa” e o diretor acha espaço para incluir na trilha do filme ‘Я очень рад, ведь я, наконец, возвращаюсь домой’ (algo como “eu estou feliz, porque finalmente estou voltando para casa”), aquela música do Eduard Khil que todo mundo conhece ali do YouTube como melô trololó. Pois é.

Um Grande Momento

Os primeiros momentos do filme, quando a experiência visual é ainda novidade.

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