(2 Days in New York, FRA/ALE/BEL, 2012)

Comédia
Direção: Julie Delpy
Elenco: Chris Rock, Julie Delpy, Albert Delpy, Alexia Landeau, Alexandre Nahon, Kate Burton, Dylan Baker, Daniel Brühl, Talen Ruth Riley, Owen Shipman, Malinda Williams
Roteiro: Julie Delpy, Alexia Landeau, Alexandre Nahon
Duração: 96 min.
Nota: 5 ★★★★★☆☆☆☆☆

Em 2007, a fotógrafa francesa Marion levou o seu namorado Jack até sua cidade natal, numa tentativa de reacender o romance. O filme em questão era Dois Dias em Paris. Alguns anos se passaram e agora o amor da vida de Marion atende pelo nome de Mingus. Tudo está em perfeita ordem na vida dos pombinhos até que a família de Marion resolve visitá-la, transformando a rotina do casal e pondo em risco o relacionamento dos dois.

Marion e Mingus têm filhos de seus relacionamentos anteriores, se conheceram na redação de um jornal, tornaram confidentes e logo em seguida a amizade evoluiu para o romance. Mingus é atencioso e paciente, o lado racional da relação. Marion é insegura, impulsiva e guiada muito mais pelos seus sentimentos do que a razão.

Escrito e dirigido por Julie Delpy, Dois Dias em Nova York tenta usar o bom humor para brincar com algumas diferenças entre os franceses e americanos. A chegada do pai de Marion (interpretado pelo próprio pai de Delpy) trazendo com ele a irmã e o cunhado, que também é ex-namorado da fotógrafa, a Nova York dá início a uma série de confusões protagonizadas pelos franceses. Grande parte delas devido ao jeito espalhafatoso, despudorado e sem papas na língua da família Dupré, potencializado por expressões e piadas que só fazem sentido dentro do contexto de cada país.

O que no papel parece ser uma ideia interessante, na prática deixa a desejar. Delpy escorrega na caracterização de seus conterrâneos e exagera em algumas piadas, beirando o mau gosto. Apesar de alguns bons momentos, como a venda da alma de Marion que serve de pretexto para uma discussão sobre crenças na existência ou não da alma, o filme peca por não se aprofundar nas diferenças de pensamentos e costumes dos personagens.

Uma outra coisa que não funciona bem é a química entre o casal de protagonistas. Chris Rock está nitidamente desconfortável, travado e contido, e parece se sentir mais à vontade com um totem em tamanho real do presidente Obama do que ao lado de sua companheira de cena Julie Delpy.

De qualquer forma, Dois Dias em Nova York é eficiente em provocar o riso. As peripécias e discussões familiares dos Dupré proporcionam momentos divertidos. O filme acaba sendo uma comédia romântica leve e divertida, mas que, ao final dos créditos, deixa a sensação de que poderia ser melhor.

Um Grande Momento:
A conversa com Vincent Gallo.

Dois-Dias-em-Nova-York

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