(The Wackness, EUA, 2008)

Drama

Direção: Jonathan Levine

Elenco: Josh Peck, Ben Kingsley, Famke Janssen, Olivia Thirlby, Mary-Kate Olsen, Jane Adams, Method Man, Talia Balsam, David Wohl, Aaron Yoo

Roteiro: Jonathan Levine

Duração: 99 min.

Minha nota: 6/10

A história da escolha de Doidão, que no festival está com o nome original The Wackness, vem muito antes da projeção. O filme escolhido no começo do festival foi o espanhol O Canto dos Pássaros. No final de semana, uma folha na bilheteria me chamou a atenção, o aviso dizia que o filme era em preto-e-branco e não era uma comédia, como a programação anunciava.

Até aí tudo bem, não fosse a curiosidade e uma pesquisa rápida na internet, onde achei a crítica que Sérgio Alpendre escreveu para a Mostra de São Paulo. Ao ler “[…]planos longos, em que pouca ou nenhuma coisa acontece” e “[…]com um silêncio apavorante[…]” resolvi passar, afinal de contas a minha cota com filmes assim já foi devidamente cumprida com o longa Liverpool.

Sem esse filme, tive que escolher um outro de última hora. E lá estava mais uma produção com Ben Kingsley. Então, por que não?

Doidão é um filme dirigido ao público que mais gasta dinheiro com cinema atualmente, o jovem. O longa segue a trilha de Juno, também independente e que mostrou que os adolescente não são tão idiotas como os retratados em filmes estadunidenses.

Conta a história de Luke Shapiro nos três meses que antecedem sua ida à faculdade. Ele tem problemas em casa, pois seus pais não param de brigar, e, para ganhar a vida, vende maconha nas ruas de Nova York.

Seu único amigo é o esquisito psiquiatra Dr. Squires, que troca suas sessões por maconha e é padastro da menina por quem Shapiro se apaixona.

Com um roteiro meio vazio e não criativo, o filme vai contando a história desse verão de 1994 sem que nenhuma grande coisa aconteça. A falta de criatividade afeta também a diretora de arte, Beth Kuhn, e a diretora de fotografia, Petra Korner.

Alguns momentos são muito divertidos e o elenco está muito bem. Shapiro é interpretado pelo novinho Josh Peck e Dr. Squire, por Ben Kingsley que, ao meu ver tem aqui a atuação mais relaxada e carimática de sua filmografia.

A trilha sonora segue a tendência teen da atualidade e está cheia de muito hip-hop.

No mais, é mais uma história adolescente que começa falando de uma coisa, passa por muitas outras e acaba meio perdido. De repente tenha sido de propósito e o diretor tenha tido a intenção de passar que o filme era mais ou menos como a vida de um doidão.

O que fica, realmente, são os momentos engraçados que contagiam a platéia, e a atuação magistral de Kingsley como um médico velho viciado e derrotado.

Uma boa opção quando o principal objetivo é rir um pouco.

Próxima exibição no festival: 09/11, às 21h10.

Um Grande Momento

“Are you crying?”



Prêmios e indicações
(as categorias premiadas estão em negrito)

Sundance: Grande Prêmio do Júri, Escolha da Audiência

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Imdb

 

 


FIC Brasília 2008