Dezesseis Luas

(Beautiful Creatures, EUA, 2013)

Fantasia
Direção: Richard LaGravenese
Elenco: Alden Ehrenreich, Alice Englert, Jeremy Irons, Viola Davis, Emmy Rossum, Thomas Mann, Emma Thompson, Eileen Atkins, Margo Martindale, Zoey Deutch, Tiffany Boone, Rachel Brosnahan, Kyle Gallner
Roteiro: Kami Garcia e Margaret Stohl (romance), Richard LaGravenese
Duração: 124 min.
Nota: 6 ★★★★★★☆☆☆☆

Ir ao cinema para assistir a qualquer adaptação de fantasia relacionada à franquia blockbuster Crepúsculo não é uma tarefa animadora para os não fãs da série. Lançado no Brasil pela mesma distribuidora, com a frase “o novo Crepúsculo” estampada em todo o material de divulgação, Dezesseis Luas é um exemplo claro disso. É difícil pensar em dar uma chance, mas quando acontece, percebe-se que todo esse marketing (negativo) acaba funcionando a favor do novo filme.

Diferente da história mal contada de Stephenie Meyer onde alguma moral religiosa sempre dá um jeito de prevalecer sobre qualquer arroubo hormonal adolescente, em Dezesseis Luas, as coisas são mais naturais para a idade retratada, mesmo que estejam envoltas de uma história de magia e sobrenatural. E além disso há um quê de crítica, principalmente à alienação daquela sociedade.

Na cidade onde a trama se desenvolve, há poucas bibliotecas, muitas igrejas e o tempo parece ter parado em alguma época passada. As pessoas acreditam que tudo que contrarie as regras estabelecidas tenha alguma origem maligna e é isso que justifica o banimento de vários títulos literários e outras representações artísticas. É de lá que o jovem Ethan quer fugir desde que é novo e, com o fim do colégio, está prestes a conseguir.

Seria fácil se Lena não aparecesse em sua vida. Descendente dos fundadores da cidade, ela e toda sua família vivem isoladas e são acusados de serem adoradores do demônio, mas são só bruxos e alguns, é verdade, seguiram o caminho das trevas..

A história é bobinha, mas acaba conseguindo se estabilizar com as muitas informações que apresenta e até se desenvolve satisfatoriamente. Ao respeitar a natureza hormonal de seus protagonistas e ao mesclar à história maldições e magias, o filme ganha pontos e, sem dúvida, mostra-se muito mais eficiente do que aquele outro com vampiros que brilham ao sol e não sentem mais vontade de se alimentar de seres humanos. Sem falar que Jeremy Irons, Emma Thompson e Viola Davis estão no elenco, o que já seria covardia na comparação.

Sobram reviravoltas bobas, tramas inconsistentes e um bocado de efeitos especiais meia-boca, mas nenhum desses defeitos consegue ser pior do que o que o público teve que aturar por cinco filmes há pouco tempo. Um alívio para os não fãs e, sem dúvida, uma boa oportunidade de mostrar aos adoradores da autodenominada “saga” que uma história pode ser, pelo menos, interessante.

Um Grande Momento:
Não é um momento, mas a decoração da casa de Ravenwood é sensacional.

Dezesseis-Luas

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