(Back to the Future Part III, EUA, 1990)

Aventura/Ficção Científica
Direção: Robert Zemeckis
Elenco: Michael J. Fox, Christopher Lloyd, Mary Steenburgen, Lea Thompson, Crispin Glover, Thomas F. Wilson, Claudia Wells, Marc McClure, Wendie Jo Sperber, George DiCenzo, Frances Lee McCain
Roteiro: Robert Zemeckis, Bob Gale
Duração: 108 min.
Nota: 6 ★★★★★★☆☆☆☆

Depois da surpresa com o primeiro filme e as vontades atendidas com o segundo, o terceiro filme da franquia De Volta para o Futuro deixa um pouco a desejar, diferente do primeiro e do segundo título. Não que seja um filme ruim. Talvez até funcionasse se fosse dissociado da série, mas como vem com os mesmos personagens e a mesma máquina do tempo, não é tão bom quanto o esperado e antecipado pelo final do filme anterior.

Desta vez Marty McFly tem que voltar ao passado para salvar seu amigo Doc Brown que, depois do acidente visto no filme anterior, foi parar em 1888, no começo da cidade de Hill Valley. Ele se comunica com o amigo por meio de uma carta, avisando que está bem por lá, mas Marty descobre que ele corre perigo e, com a ajuda do Doc do passado, vai ajudá-lo.

Com um Christopher Lloyd muito acima do tom, apegado a uma atuação mais histérica do que a dos outros filmes, o filme já começa cansativo, apesar da cena com o piano em sua casa ser muito boa. O ator está mais agitado do que nos filmes anteriores e parece não conseguir parar de gritar. Como tem um destaque maior dessa vez, a coisa fica mais complicada.

Indo além da atuação, a história romântica entre ele e Clara libera Zemeckis para um melodrama que mais tarde descobriríamos ele gostar muito, mas que nem sempre funciona. Aqui, ainda pior, rouba espaço da suspense angustiante, característica mais forte do diretor e tão bem trabalhado nos filmes anteriores.

Embora a produção ainda seja excelente, o roteiro dá alguns sinais de preguiça e também não consegue seguir o mesmo padrão do anterior. A relação de Marty com seus antepassados e até mesmo os problemas causados por Bufford, o antepassado de Biff, não são bem trabalhados. Nem mesmo a solução do principal problema de Marty convence muito, assim como o final.

Mas não deixa de ser um filme divertido e curioso em suas situações, referências e citações. McFly, que se batiza de Clint Eastwood, preparando-se para o duelo na frente do espelho, repetindo frases de Travis Bickle e Harry Callahan, por exemplo, agrada aos mais cinéfilos. Assim como Doc Brown falando sobre o mal funcionamento de uma peça eletrônica e afirmando que só podia ser assim, pois ela era fabricada no Japão, faz todos rirem.

Pesa o fato de ser o desfecho de uma série que todo mundo adora e o fato de não estar a altura de seus antecessores, mas é bom estar com aqueles dois uma última vez.

Veja aqui os outros textos: Parte I e Parte II

Um Grande Momento:
O duelo.

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