(Back to the Future Part II, EUA, 1989)

Aventura/Ficção Científica
Direção: Robert Zemeckis
Elenco: Michael J. Fox, Christopher Lloyd, Lea Thompson, Crispin Glover, Thomas F. Wilson, Claudia Wells, Marc McClure, Wendie Jo Sperber, George DiCenzo, Frances Lee McCain
Roteiro: Robert Zemeckis, Bob Gale
Duração: 108 min.
Nota: 7 ★★★★★★★☆☆☆

Quatro anos depois do primeiro filme da franquia, a dupla Spielberg (produtor) e Zemeckis (diretor) voltavam aos cinemas com a máquina do tempo que tinha causado as confusões na vida de Marty McFly. Desta vez, Doc Brown voltava do futuro para buscar o amigo, pois seu filho, Marty Jr., estava encrencado.

O dia escolhido para chegar: 21 de outubro de 2015, ou seja, hoje Marty McFly e Doc Brown estariam chegando no seu carro do tempo voador. É divertido pensar que vivemos naqueles dias, mas futuro idealizado por Zemeckis é completamente diferente da realidade vivida hoje.

Além de carros voadores, o filme tem cadarços automáticos, ajustador automático de roupas, gravatas de plástico e uma espécie de rivotril em forma de luzinha. Se nada disso existe, agradecemos pela moda também não ter chegado naquele ponto. Culpa do final dos anos 80, pois se chegamos ali daquele jeito, imagina depois de 30 anos. Ainda bem que as coisas são cíclicas nesse quesito.

Entre os deleites do futuro imaginado estão a propaganda holográfica do filme Tubarão 19 (piadinha interna pertinente), a lanchonete Café 80’s, a pizza desidratada, o passeador de cachorro e, claro, o Hoverboard, espécie de skate flutuante que fez parte do sonho de muito menino por aí.

Embora não saiba disso, o futuro de Marty era bem diferente do que ele esperava, mas quem descobre isso não é ele, mas sua namorada. Levada também na máquina do tempo e encontrada depois por policiais que a levam para sua casa no futuro depois de um reconhecimento de digital.

Para complicar as coisas, uma outra trama começa a se desenrolar quando Marty tem a ideia de comprar um almanaque com resultados esportivos para ganhar algum dinheiro no passado, mas é repreendido por Brown. Outra pessoa ouve a conversa e se aproveita da situação.

Entre idas e vindas temporais, vamos do presente ao futuro, do futuro ao passado e voltamos a um presente completamente diferente do que conhecemos. Hill Valley deixa de ser aquela cidadezinha colorida para se transformar em um lugar horrível, violento e dominado por Biff.

Michael J. Fox, além de estar duas vezes naquele passado que já acompanhamos antes, ainda faz dois papéis: o de seus filhos, Marty Jr. e Marlene.

O cuidado técnico continua o mesmo do filme anterior. É impressionante como o longa vai do futuro colorido e brilhante para o presente sombrio. A falta de luz e cor e a música deixam tudo mais devastado.

Diferente de continuações, o roteiro do filme é muito bem trabalhado e consegue trazer novos acontecimentos sem contrariar toda uma estrutura já estabelecida pelo filme anterior. A história, por seus muitos caminhos é ainda mais complexa e, por isso, permite algumas ousadias que atiçam a curiosidade do espectador, principalmente os que gostam de encontrar furos.

Zemeckis usa ainda mais o humor e, mais uma vez, brinca com a tensão o tempo todo. A sequência final de Marty e Biff é de roer as unhas.

De Volta para o Futuro Parte II é a continuação competente para um filme que conseguiu conquistar quem o assistiu. O misto de saudade dos personagens, curiosidade pelo futuro imaginado e a busca por diversão fazem o filme ainda melhor.

Veja aqui os outros textos: Parte I e Parte III

Um Grande Momento:
Pegando o almanaque.

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