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RIO – Seguindo o circuito nacional de festivais, chegou a hora do cinema internacional invadir o Rio de Janeiro. Começa hoje o Festival do Rio 2013. A seleção variada e vários títulos badalados na programação prometem animar os amantes do cinema. O filme escolhido para a noite de abertura, no tradicional Cine Odeon, foi Amazônia, de Thierry Ragobert. O longa-metragem explora a floresta amazônica através dos olhos de um macaquinho de circo, único sobrevivente de um acidente de avião.

Sapi, de Brillante Mendonza

Nomes conhecidos

Fazem parte da seleção diretores renomados, como Brillante Mendoza (Sapi e Vosso Ventre), Jean-Claude Brisseau (A Garota de Lugar Nenhum), Juan José Campanella (Time Show de Bola), Terry Gilliam (The Zero Theorem), Alfonso Cuarón (Gravidade), Takeshi Kitano (Outrage Beyond), Gus Van Sant (Terra Prometida), François Ozon (Jeune & Jolie), Claire Denis (Bastardos), Jim Jarmusch (Only Lovers Left Alive) e Mike Figgis (Suspensão da Realidade).

Nomes menos conhecidos, mas que andam dando o que falar também estão presentes. É o caso da diretora Mouly Surya, com seu filme O que não Falam Quando Falam de Amor, recentemente exibido em Sundance e Rotterdam, onde ganhou o prêmio NetPac, e Ryan Coogler, antes conhecido por seus curtas-metragens, com o longa Fruitvale State, ganhador do prêmio Um Certo Olhar em Cannes.

Outros diretores mais conhecidos por seus curtas, como Chloé Robichaud (Sarah Prefere Correr) e Nicolas Wackerbarth (Meia Sombra) também trazem seus longas para o festival. Experiências na direção também estão na programação. É o caso dos atores Joseph Gordon-Levitt (Como Não Perder essa Mulher), John Turturro (Fading Gigolo, filme com Woody Allen) e Valeria Golino (Mel).

A-filha-de-ninguem

Festivais

Vários dos títulos deste ano também foram selecionados para grandes festivais mundo afora. Do Festival de Berlim vieram A Filha de Ninguém, de Hong Sang-Soo; Vic+Flo Viram um Urso, de Denis Côté, e Um Episódio na Vida de um Catador de Ferro-Velho, de Danis Tanovic, entre outros. De Cannes, The Immigrant, de James Gray; Apenas Deus Perdoa, de Nicolas Winding Refn; Um Castelo da Itália, de Valeria Bruni Tedeschi; Michael Kohlhaas, de Arnaud des Pallières; Nebraska, de Alexander Payne; A Grande Beleza, de Paolo Sorrentino; Um Estranho no Lago, de Alain Guiraudie, e Manuscritos não queimam, de Mohammad Rasoulo.

Spring Breakers: Garotas Perigosas, de Harmony Korine, chega de Veneza e de Locarno vêm Real, de Kiyoshi Kurosawa; Gare du Nord, de Claire Simon, e Quando a Noite Cai em Bucareste ou Metabolismo, de Corneliu Porumboiu.

Vários filmes também estiveram nas telas do Festival de Sundance, como Chegará o Dia, de Giorgio Diritti; Crystal Fairy e o Cactus Mágico, de Sebátian Silva, A Batalha do AmfAR, de Rob Epstein e Jeffrey Friedman, e Pussy Riot – A Prece Punk, de Mike Lerner.

Alguns dos indicados por seus países para concorrer a uma vaga na lista de finalistas no Oscar de melhor filme estrangeiro também fazem parte da programação. Dentre os concorrentes do brasileiro O Som ao Redor estão: The Broken Circle Breakdown (Bélgica), de Felix van Groeningen; Mãe, eu te amo (Letônia), de Jānis Nords; e Walesa, Homem da Esperança (Polônia), de Andrzej Wajda.

O Ato de Matar, de Joshua Oppenheimer

Mostras paralelas

As mostras paralelas são uma atração à parte no Festival do Rio 2013. Dois programas especiais são dedicados a Alain Guiraudie, com títulos como O Rei da Fuga e Esse Velho Sonho que se Move, e Claire Simon, com As Oficinas de Deus e Mimi.

Os documentários ganham um espaço especial. Na tradicional Mostra Dox estão O Ato de Matar, de Joshua Oppenheimer; Desconectado, de Deepti Kakkar e Fahad Mustafa, e Nos Braços de Minha Mãe, de Mohamed Al-Dardji. Na Mostra Panorama – Grandes Documentaristas, chamam atenção os filmes como O Espírito de 45, de Ken Loach; Corredor da Morte II – Retratos: Blaine Milam + Robert Fratta e Corredor da Morte II – Retratos: Darlie Routier + Douglas Feldman, de Werner Herzog; Marcel Ophuls, Um Viajante, de Marcel Ophuls, e O conhecido desconhecido: a era Donald Rumsfeld, de Errol Morris. A mostra Film Doc completa a programação, com filmes como Michael Haneke – Profissão: Diretor, de Yves Montmayeur, e Invadindo Bergman, de Jane Magnusson e Hynek Pallas.

A era virtual também ganha uma mostra especial, a Tec: Antes do Mundo Virtual, Era a Privacidade. Roubamos Segredos – A história do Wikileaks, de Alex Gibney; Google e o Cérebro do Mundo, de Ben Lewis, e O Horário Nobre no Afeganistão, de Eva Orner, são alguns de seus títulos. O cinema alemão também está bem representado no festival e ganha duas mostras: Foco Alemanha e Escola de Berlim. Como sempre, as mostras Itinerários Únicos, Midnight, Midnight Movies, Gay e Geração também fazem parte da programação.

Uma seleção tão variada e interessante dificulta o trabalho dos cinéfilos na hora de montar uma grade de horários com todos os filmes que quer ver e com aqueles que quer descobrir aleatoriamente, mas é uma delícia.

A maratona de filmes segue até o dia 10 de outubro. O Cenas de Cinema estará no Rio conferindo tudo o que puder do festival e vem aqui contar para vocês.