Começa amanhã (17) a 42ª edição do mais antigo festival de cinema do Brasil, o Festival de Brasília do Cinema Brasileiro.

O filme programado para a sessão de abertura, só para convidados, é Lula, o Filho do Brasil, dirigido por Fábio Barreto, e promete levar muito mais gente do que o usual para o Teatro Nacional. Dizem que até o próprio presidente vai estar presente.

Com todo o bafafá que vem causado por ter seu lançamento agendado para o ano eleitoral, o filme conta a história de Lula antes de chegar ao poder. Deixando de lado a força política de uma obra que fala do atual presidente em clara campanha para eleger sua sucessora, a história tem tudo para ser interessante, mas claro que o nome de Fábio Barreto é sempre uma preocupação a mais. Quem viu A Paixão de Jacobina, Bela Dona e Nossa Senhora do Caravaggio sabe bem o porquê.

Confirmando a tendência do ano passado, o número de documentários selecionados para a mostra competitiva de longas é bem maior do que a de obras ficcionais. Os quatro concorrentes documentais são A Falta que Me Faz, de Marília Rocha, sobre as adolescentes da Cordilheira do Espinhaço; Filhos de João, Adorável Mundo Baiano, de Henrique Dantas, sobre a MPB dos anos 60 e 70; Perdão Mister Fiel, de Jorge Oliveira, sobre a morte do operário comunista Manoel Fiel Filho, na ditadura militar, e Quebradeiras, de Evaldo Mocarzel, sobre as quebradeiras de coco de babaçu.

A ficção vem representada pelos filmes É Proibido Fumar, de Anna Muylaert com Glória Pires e Paulo Miklos, e O Homem Mau Dorme Bem, de Geraldo Moraes, com Luiz Carlos Vasconcelos.

Se os documentários são maioria entre os longas, o mesmo não acontece na seleção de curtas 35mm. Entre os títulos estão as ficções A Noite Por Testemunha, de Bruno Torres; Água Viva, de Raul Maciel; Amigos Bizarros do Ricardinho, de Augusto Canani; Azul, de Eric Laurence; Carreto, de Marilia Hughes e Cláudio Marques; Dias de Greve, de Adirley Queirós; Homem-Bomba, de Tarcísio Lara Puiati; Recife Frio, de Kleber Mendonça Filho, e Verdadeiro ou Falso, de Jimi Figueiredo.

Os curtas de não-ficção são Ave Maria ou Mãe dos Sertanejos, de Camilo Cavalcante; Bailão, de Marcelo Caetano, e Faço de Mim o Que Quero, de Sérgio Oliveira e Petrônio de Lorena.

Além dos filmes de 35mm, há ainda os selecionados na Mostra Competitiva Digital e na Mostra Brasília Digital. Oficinas e seminários também acontecem paralelamente.

A cerimônia de encerramento do Festival acontece dia 24 de novembro, com a premiação dos vencedores no Cine Brasília e a exibição do curta-metragem Brasília, Capital do Século, de Gerson Tavares, filmado em 1959, e o longa Brasília, a última utopia, produzido por José Pereira e divido em seis episódios: Paisagem Natural, de Vladimir Carvalho; O Sinal de Cruz, de Pedro Jorge de Castro; A Capital dos Brasis, de Geraldo Moraes; A Volta de Chico Candango, de Roberto Pires; Além do Cinema do Além, de Pedro Anísio; e Suíte Brasília, de Moacir de Oliveira.