(Coco Chanel & Igor Stravinsky, FRA, 2009)

Existem pessoas que parecem viver a vida sempre à frente de seu tempo. Dois exemplos claros são Coco Chanel, a mais famosa dos estilitas do mundo, e Igor Stravinsky, o compositor que ousou e deu um novo sentido à música clássica.

O suposto affair entre os dois é o tema principal do filme que leva o nome do casal e deve ser lançado em breve nos cinemas brasileiros, além de marcar presença nos maiores festivais internacionais do país.

Para falar dos dois e desta paixão dois pontos eram fundamentais: a fotografia e a trilha sonora. Jan Kounen sabia bem disso e não se importou em deixar alguns pontos em segundo plano para construir um universo estonteante de sombras, cores, traços simétricos e muita música.

A história, muito mais de Stravinsky do que de Chanel, tem seus pontos altos, mas sofre com um ritmo incerto e com a ausência de conflitos mais envolventes. O compasso também não é muito respeitado e se a primeira parte é detalhista ao extremo, chegando a ser arrastada, o final acontece tão rápido que era melhor ter ficado de fora na ilha de edição. Principalmente por ser mais um exemplar do péssimo efeito do envelhecimento dos personagens pela maquiagem.

O elenco também não é tão regular como deveria e, embora as atuações de Mads Mikkelsen e Anna Mouglalis como o casal principal não comprometa, o grande destaque do filme é Yelena Morozova, que dá vida à comedida e reservada Catherine Stravinsky.

Entre os acertos, impossível não falar da fotografia de David Ungaro, do figurino de Chattoune e Fab e de toda a (re)criação visual de Marie-Hélene Sulmoni.

Com alguns acertos e tropeços, o filme vale o ingresso por todo o seu visual e pela música de Stravinsky. Além de ser uma boa maneira de conhecer um pouco mais desses dois personagens tão importantes e marcantes da história contemporânea.

Um Grande Momento

A carta.

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Gênero
Direção: Jan Kounen
Elenco: Mads Mikkelsen, Anna Mouglalis, Yelena Morozova, Erick Desmarestz
Roteiro: Chris Greenhalgh (romance), Carlo De Boutiny, Jan Kounen
Duração: 120 min.
Minha nota: 5/10