(Batismo de Sangue, BRA, 2006)

Drama
Direção: Helvécio Ratton
Elenco: Caio Blat, Daniel de Oliveira, Léo Quintão, Odilon Esteves, Ângelo Antônio, Cássio Gabus Mendes, Marku Ribas, Marcélia Cartaxo, Murilo Grossi, Jorge Emil
Roteiro: Dani Patarra, Helvécio Ratton
Duração: 110 min.

Mais um filme que retrata a ditadura militar no Brasil e traz à tona o sentimento de vergonha que todos nós sentimos por sermos filhos de uma país que, algum dia, teve seu povo tão humilhado e perseguido.

Baseado no livro homônimo de Frei Betto, o filme conta a história de um grupo de frades dominicanos que apóia as ações do grupo revolucionário de Carlos Marighella, a Aliança Libertadora Nacional e as conseqüências desse apoio.

Assuntos como a perseguição dos militares e suas torturas são muito bem registrados e a fotografia do filme faz com que sintamos o medo que antecedeu e a opressão resultante dos atos.
Os cenários e figurinos ajudam ainda mais a convencer.

As atuações, porém, não estão equilibradas. Enquanto temos um Caio Blat e um Cássio Gabus Mendes muito bem, temos também atuações contidas como a de Daniel Oliveira e Ângelo Antônio.

O roteiro do filme não consegue, por várias vezes, manter o ritmo do filme.

Mas é um pouco difícil analisar o que estamos vendo quando sentimos tantas coisas ao sabermos que tudo aquilo aconteceu aqui. A vergonha é tão forte que acabamos entrando no filme de uma maneira difícil de sair.

Apesar de ser um tema necessário por ser parte da nossa história e por não ser tão conhecido de nossas gerações mais novas (que não são pouquíssimo interessadas em causas políticas), tem sido abordado demais ultimamente.

Batismo de Sangue, entretanto, está na lista daqueles que para mim precisariam ter sido rodados.

Vale muito como documento.

Um Grande Momento
A comunhão no DOPS.

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