(Les petits mouchoirs, FRA, 2010)

Drama
Direção: Guillaume Canet
Elenco: François Cluzet, Marion Cotillard, Benoît Magimel, Gilles Lellouche, Jean Dujardin, Laurent Lafitte, Valérie Bonneton, Pascale Arbillot, Joël Dupuch, Anne Marivin, Louise Monot, Hocine Mérabet, Mathieu Chedid
Roteiro: Guillaume Canet
Duração: 154 min.
Nota: 7 ★★★★★★★☆☆☆

Seguindo a linha de O Reencontro, de Lawrence Kasdan, e Para o Resto de Nossas Vidas, de Kenneth Brannagh, Até a Eternidade fala mais uma vez, mas também com muita delicadeza, sobre amizade e escolhas.

Amigos há mais de quinze anos, um grupo que sempre se reúne para passar férias na praia resolve não desmarcar o programa depois de um acontecimento traumático que, por si só, seria suficiente para abalar os dias que viriam a seguir. Mas, além do fato, mudanças de última hora nas relações já estabelecidas, novidades inesperadas e o aparecimento das “mentiras brancas” do título original chegam para mostrar a inconstância e a perenidade da vida, mesmo em situações que parecem completamente sólidas e eternas.

Mesmo com todo o amor que sentem um pelo outro, fatos incômodos não deixam de invadir sem convite a vida de todos e percorrer caminhos que não gostariam de ver percorridos, como uma doninha que insiste em perturbar a paz numa casa de praia.

Com um elenco de peso, que conta com a presença dos dois atores franceses recentemente premiados com o Oscar de melhor atuação, Jean Dujardin (O Artista) e Marion Cotillard (Piaf – Um Hino ao Amor), e de nomes conhecidos do cinema francês como François Cluzet (Os Intocáveis), Benoît Magimel (A Professora de Piano) e Gilles Lellouche (Amor ou Consequência), entre outros, e uma direção segura de Guillaume Canet – atualmente em cartaz no Brasil como protagonista do drama Apenas uma Noite, o longa força um pouco a barra no melodrama, mas consegue se equilibrar e ganha forças na história envolvente que conta.

O filme se ampara na universalidade da mensagem e na consequente identificação do publico para emocionar, mas acaba se perdendo na duração excessiva – mais de 150 minutos é um exagero – e na profusão de canções da trilha basicamente incidental. Mesmo apostando em músicas americanas conhecidas e possíveis trilhas musicais de quem assiste ao filme, algumas escolhas, talvez devido a quantidade ou mesmo ao nível de obviedade, não conseguem se justificar.

Mas é um belo filme, que consegue tocar o seu público e cumpre seu papel de ode à amizade. Divertindo, emocionando e alcançando identificações com cada um de seus espectadores.

Um Grande Momento

A confissão de Vincent.

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