(ATM, EUA/CAN, 2012)

Suspense
Direção: David Brooks
Elenco: Alice Eve, Josh Peck, Brian Geraghty, Aaron Hughes, Omar Khan, Will Woytowich, Glen Thompson, Robert Huculak
Roteiro: Chris Sparling
Duração: 90 min.
Nota: 1 ★☆☆☆☆☆☆☆☆☆

Vou tentar escrever o texto menos estúpido possível, considerando o material. Armadilha é uma bobagem. Filme burro com pequenos e prepotentes lapsos de reviravolta, com personagens estúpidos que têm insignificantes e irrisórios lapsos de “inteligência”. Inclusive, beira o camp, como na cena em que a menina da história (Alice Eve) olha em volta com os olhos comprimidos, se esforçando arduamente para concluir que papéis e um isqueiro podem criar chamas. Da mesma forma, quase dá para ouvir o (novato) diretor David Brooks e o roteirista Chris Sparling, deEnterrado Vivo, compartilhando um orgasmo em uma cena de luta dentro do caixa eletrônico no segundo ato – e, mesmo que a ideia da reviravolta tivesse uma semente de potencial bom, a execução é uma bela de uma porcaria.

Armadilha, porém, tem lá seus bons momentos. Não, não quero falar da fotografia bonita e eficiente que evidencia o frio congelante, prefiro comentar que a loira atriz Alicia Eve lembra muito Eliza Coupe (a Jane da série de TV “Happy Endings”), o que é uma distração bem-vinda por nos tirar do filme, e que o loirinho Brian Geraghty, que faz o protagonista, é razoavelmente eficiente, o que talvez explique porque o ator parece tão desconfortável.

E como agora preciso citar o terceiro (e insuportável!) personagem-vítima, o ator Josh Peck. Vale lembrar que, em determinado momento, os dois loiros da produção questionam como o amigo conseguiu acessar o caixa eletrônico se seu cartão magnético estava quebrado, mas a boa revelação que poderia surgir disso passa despercebida por Brooks e Sparling, o que é um desperdício.

Inseguro e raso, Armadilha parece um filme feito para TV, e se a primeira elipse parece não ter qualquer razão para existir, que não seja encaixar um intervalo comercial, é a sequência de flashbacks dos minutos finais que denunciam a fragilidade da produção, ciente de que o espectador já apagou os últimos 80 minutos da memória.

As câmeras do circuito interno, contudo, até são uma boa desculpa para a artimanha narrativa. Já a reviravolta que eles constroem, porém, só passa pela mente do espectador até o momento do play, desaparecendo imediatamente quando fica claro que as imagens registradas jamais poderiam levar à determinada conclusão.

Mas, para o filme, levam.

E é este o momento em que percebemos como o pôster do filme seria a ilustração perfeita para um meme do Como Eu Me Sinto Quando… Assisto a um filme com gente mais estúpida do que um gato anestesiado.

Um Grande Momento

Em um filme nota 1? Sério?

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