(21 Jump Street, EUA, 2012)

Comédia
Direção: Phil Lord, Chris Miller
Elenco: Jonah Hill, Channing Tatum, Brie Larson, Dave Franco, Rob Riggle, DeRay Davis, Ice Cube, Dax Flame, Chris Parnell, Ellie Kemper, Jake M. Johnson
Roteiro: Jonah Hill (estória), Michael Bacall
Duração: 109 min.
Nota: 7 ★★★★★★★☆☆☆

Nos anos 80, a FOX fez um sucesso inesperado com um seriado onde jovens policiais trabalhavam infiltrados dentro de escolas. O seriado era Anjos da Lei, estrelado por Johnny Depp e Peter DeLuise e ficou famoso também fora dos EUA – no Brasil era exibido pela Globo, mas acabou esquecido pelo tempo. Até que uma dupla de fãs resolveu levá-lo às telonas, numa adaptação modernizada da história. Eles eram Jonah Hill, ator que ficou famoso com seu papel em Superbad – É Hoje e vem se mostrando cada vez mais eclético, e Michael Bacall, roteirista de, entre outros, Scott Pillgrin contra o Mundo e ator de seriados de tv que coleciona pequenos papéis em filmes de Quentin Tarantino.

Sem grandes pretensões, o filme é uma boa sátira à história original e em momento nenhum deixa de assumir sua bobeira, como quando o Capitão Dickson, vivido por Ice Cube, explica o programa aos novos integrantes dizendo que eles pegam qualquer porcaria do passado e reciclam hoje em dia.

Dois rivais no colégio entram juntos para a academia de polícia, onde começam a se ajudar e ficam amigos. Depois de uma ação mal sucedida nas ruas, os dois são enviados para uma programa especial onde devem se infiltrar em um colégio de segundo grau para descobrir quem está traficando uma nova droga.

A dupla é vivida pelo próprio Jonah Hill e pelo novo queridinho de Hollywood Channing Tatum. Este não tão afiado no humor quanto o primeiro, mas satisfatoriamente bem no papel. Além de parecerem se divertir muito com o que estão fazendo, a química entre os dois acaba cativando o espectador. Essa conexão com o público faz toda a diferença e, junto com as inspiradas piadas do roteiro, faz com que o filme supere todos os problemas típicos de outros exemplares do gênero. Ainda há cenas alongadas à exaustão, escatologia e muitos “trocadalhos do carilho”, mas até eles divertem.

Além disso, as referências ao seriado agradam aos antigos fãs e a mistura com boas cenas de ação se encarrega de conquistar os que ainda não sabiam nada sobre a R. Jump, 21. Sem falar que é uma delícia a comparação entre o ambiente escolar dos anos 80 e o da atualidade. Além de novos grupos estranhos, há uma boa exploração do novo papel do nerd e do popular fortão de antigamente.

Tudo isso faz com que Anjos da Lei seja mais do que se esperava. Claro que é bobo e esquecível, mas é diversão garantida e, de verdade, nunca quis ser muito mais do que isso memo.

Um Grande Momento

Tom Hanson, DEA!

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