(Salmon Fishing in The Yemen, GBR, 2011)

Romance
Direção: Lasse Hallström
Elenco: Emily Blunt, Ewan McGregor, Kristin Scott Thomas, Amr Waked, Tom Mison, Rachael Stirling, Tom Beard
Roteiro: Paul Torday (romance), Simon Beaufoy
Duração: 107 min.
Nota: 5 ★★★★★☆☆☆☆☆

Amor Impossível é uma comédia romântica britânica que usa como mote a tentativa do Xeique Muhammed (Amr Waked), do Yemen, de promover a pesca do salmão em seu país. Com este ideal na cabeça, ele aciona o escritório que o representa em Londres e convoca o Departamento da Pesca do país britânico para ajudá-lo a viabilizar a empreitada.

Ewan McGregor é Dr. Alfred Jones, um especialista em peixes, tímido, polido e com um casamento fracassado. Ele é convidado por Harriet (Emily Blunt) a emprestar o seu conhecimento ao Xeique. Ele, como bom teórico, acha todo o plano impossível de se realizar e aponta diversos obstáculos da constituição climática e geográfica do Yemen para respaldar sua teoria.

Porém, mesmo com toda a negativa do Dr. Jones, ele é obrigado a mergulhar no projeto aceitando ordens “superiores”, graças ao jogo político do governo Inglês, com claras intenções de melhorar o relacionamento com o Oriente Médio.

Apresentados todos os elementos deste roteiro adaptado por Simon Beaufoy (Quem Quer Ser um Milionário?) do romance de Paul Torday, Amor Impossível parece ter vários caminhos a serem seguidos, mas acaba escolhendo o mais fraco deles.

O diretor sueco Lasse Hallström (Chocolate e Regras da Vida), conduz esta história permeada de pequenas mensagens. Umas veladas e outras bem explícitas. Temos um Xeique movido pela fé, uma garota idealista e sonhadora, um teórico almofadinha e uma relações-públicas do governo britânico (a excelente Kristin Scott Thomas, dona da melhor atuação do filme) disposta a ganhar publicidade com o evento.

Entre tantas opções a serem aprofundadas, a obra segue mesmo o caminho do tal “amor impossível” (tradução péssima, por sinal) e tenta criar uma metáfora relacionando a improvável história de amor entre Dr. Jones e Harriet (ela ainda apaixonadíssima e em luto pelo sumiço do seu namorado soldado durante a guerra) e a inimaginável criação de salmão no Yemen. Fé, política e a tentativa de ocidentalização do Oriente são apenas pincelados na produção.

Mas o filme não é ruim. Ele é bem feito e tem uma fotografia interessante, que rende belas cenas, como a do banho nas águas do Yemen à noite, com um tom azulado. Possui também um elenco que desempenha bem sua função. Mas o filme de tão correto e tanta boa intenção, acaba tornando-se extremamente burocrático.

Amor Impossível nem passa perto do carisma típico das comédias românticas inglesas. Até as piadas de humor fino e inteligente, aqui, são bem contidas. Filme bem morno, que deve achar um público que curte o gênero romântico sem compromisso.

Mas, na verdade, é uma grande pena ver uma produção que traz o roteirista de Quem Quer Ser um Milionário?, 127 Horas e Ou Tudo, ou Nada; um diretor tão experiente e um elenco consagrado não nadar contra a maré e não se entregar à originalidade do tema que dá início ao filme, seguindo a correnteza de obras bonitinhas, mas que serão esquecidas em pouco tempo.

Um Grande Momento

A enchente.

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