(Love and Other Disasters, FRA/GBR, 2006)
Comédia/Romance

Direção: Alek Keshishian

Elenco: Brittany Murphy, Matthew Rhys, Santiago Cabrera, Catherine Tate, Michael Lerner, Elliot Cowan, Orlando Bloom, Gwyneth Paltrow

Roteiro: Alek Keshishian

Duração: 90 min.

Nota: 7/10

Sabe aqueles dias em que a única coisa que você quer é ver um filminho que não te faça pensar em nada? Parece que foi para eles que fizeram Amor e Outros Desastres. A simpatia natural de Brittany Murphy e um roteiro engraçadinho fazem com que fiquemos ali, até o filme acabar, sem nem notar que o tempo passou.

Jacks (Murphy) trabalha na revista Vogue, sonha em ser Holly Golightly (de Bonequinha de Luxo) e, além de não dar ouvidos aos seus sentimentos e reviver uma história de amor que nunca existiu, sempre está mais preocupada em arrumar um companheiro para o amigo gay com quem divide o apartamento do que em olhar para os lados e conhecer alguém que a complete.

As muitas maneiras de lidar com o amor e os erros que cometemos sempre, independente da cor, país, sexo ou orientação sexual e até a influência de um amor que não existe na realidade, só em livros e no cinema, e que esperamos sempre encontrar na primeira esquina, são tratadas de forma bem humorada.

As personagens do filme são bem legais e alguns diálogos são ótimos. A idéia de Alek Keshishian de fazer um filme baseado em um roteiro escrito por um dos personagens não é nova, mas tem diferenças que a deixam mais interessante, como nos créditos iniciais, quando os nomes dos atores são, na verdade, o nome dos personagens.

Um bom elenco, com um roteiro não-original mas bem escrito, são a maior graça do filme que, apesar de estar longe de ser memorável, é bonitinho. As repetições de outras comédias românticas é que talvez incomodem os mais sensíveis a este gênero. Já quem gosta, como eu, não deve ligar tanto.

No final, no filme dentro do filme do filme (é assim mesmo, tem muito filme na história), uma ponta de Orlando Bloom e Gwyneth Paltrow, nos papéis de Santiago Cabrera e Brittany Murphy.

É indicado para pessoas que vivem apaixonadas ou na espectativa de se apaixonar, para quem gosta de conferir todos os títulos classificados como de diversidade e para aqueles que querem simplesmente se divertir com um filme, sem pensar muito.

Um Grande Momento

Paolo: Eu não sou gay.
Peter: Desde quando?



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