36ª MostraAnimação
Direção: Tomás Lunák
Elenco: Miroslav Krobot, Marie Ludvíková, Leos Noha, Karel Roden
Roteiro: Jaromír Svejdík, Jaroslav Rudis
Duração: 97 min.
Nota: 5 ★★★★★☆☆☆☆☆
(Alois Nebel, CZE, 2011)

Final do anos 80. Alois Nebel é um solitário despachante numa estação de trem na fronteira da República Tcheca que passa horas lendos os anuários da estação. A calma com que leva a vida só é perturbada quando chega a neblina. Ela traz alucinações com fantasmas da Segunda Guerra Mundial, que Alois um dia conheceu, e acabam por levá-lo a um sanatório.

O filme, uma adaptação dos quadrinhos criados por Jaroslav Rudiš e Jaromír 99, usa a inspiração dos clássicos filmes noir em sua atmosfera, tanto no belíssimo preto e branco, como na rotoscopia e na linha narrativa, que nos apresenta uma história cheia de mistérios, injustiças e um herói em frangalhos.

Mesmo que o roteiro tenha alguns percalços e torne a história um pouco confusa, a glória do longa está no som muito bem pontuado e principalmente em sua imagem, que leva ao espectador a uma viagem tão mais interessante do que as superestimadas animações em 3D que invadem os cinemas atuais. A estreia de Tomas Lunak é de uma plasticidade íncrivel, o que tornam Alois Nebel, no mínimo, uma experiência visual muito interessante.

Um Grande Momento

Quando chega a neblina.

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