(Aloft, ESP/CAN/FRA, 2014)

Drama
Direção: Claudia Llosa
Elenco: Jennifer Connelly, Cillian Murphy, Mélanie Laurent, Oona Chaplin, Ian Tracey, Peter McRobb, William Shimell, Andy Murray, Zen McGrath
Roteiro: Claudia Llosa
Duração: 112 min.
Nota: 5 ★★★★★☆☆☆☆☆

Quando surgiu em 2006 com o longa-metragem Madeinusa, Claudia Llosa tornou-se, imediatamente, um nome a ser observado. O interesse se manteve com seu segundo filme A Teta Assustada, premiado em diversos festivais pelo mundo. Mas o mesmo não pode ser dito de Aloft, longa selecionado para o Festival do Rio deste ano.

Contando com um elenco cheio de estrelas, como Jennifer Connelly, Cillian Murphy e Mélanie Laurent, e com a fotografia de Nicolas Bolduc, de A Feiticeira da Guerra, o filme não consegue sobreviver ao seu roteiro frágil e pouco interessante.

Uma viúva trabalha e cria seus dois filhos pequenos. Com a doença do caçula, o mais velho sente-se muitas vezes negligenciado, insignificante. Filho e mãe se distanciam de forma irreversível. Alternando a narrativa, o filme traz recortes da construção dessa relação doente e da atualidade distante. A tentativa de resgate, frágil em seu ponto de partida, é o motivo de existir do filme.

Apesar do visual extasiante, de boas atuações e de uma competente trilha sonora, o filme falha ao se conectar com o público. A mistura de família desfuncional com o transcendente não encaixa e deixa a impressão de que por quase duas horas, vemos dois filmes incompletos conversando entre si.

Incomoda, por exemplo, ver todo o excesso, e ao mesmo tempo insuficiência, com que se trata a cura pela mistura da arte com a natureza. Sem falar que o tema não fala a toda audiência, sempre composta por pessoas com credos e crenças diferentes. É muita coisa para se misturar a uma história com princípio, meio e fim já suficientemente complicados. Não que seja impossível, mas talvez uma abordagem diferente teria feito muito bem ao resultado final.

Quando surgem os créditos, a sensação que fica é a de que Llosa não soube lidar com um projeto tão grande e tenha se perdido em muitas tentativas de impressionar. Faltou aprender que, às vezes, menos é mais.

Um Grande Momento:
O encontro.

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