Após a polêmica gerada com a indicação ao Oscar de apenas atores brancos, pelo segundo ano consecutivo, a Academia de Artes e Ciências Cinematográficas dos Estados Unidos resolveu lançar medidas para que, até o ano de 2020, se torne uma associação mais inclusiva e diversificada.

Após reunião do Conselho de Governadores, em 21/1, uma série de mudanças foi aprovada para a alteração da composição de membros, branches e votantes. A ideia da presidente Cheryl Boone Isaacs é dobrar o número de mulheres e membros representativos até a data estipulada. “Não vamos esperar pela indústria para recuperar o atraso”, afirmou a presidente. “Esses novos processos de governança e votação vão ter um impacto imediato e começarão um processo de mudanças significativas na composição de nossa associação”, concluiu.

De acordo com a nova disposição, a partir deste ano cada novo membro poderá votar dez anos. O prazo será renovado se este membro estiver ativo no cinema durante este período. Após três décadas consecutivas o membro adquirirá permanentemente o direito de voto. Membros indicados ao Oscar também recebem este direito.

Aqueles que estiverem inativos por dez anos, passarão a ser membros eméritos da Academia, tendo os privilégios de membro, mas sem poder votar. A análise dos casos será retroativa e as novas mudanças passarão a valer a partir do próximo ano, não sendo consideradas para a votação do Oscar 2016.

O processo de indicação de novos membros também passará por mudanças, com uma campanha global para identificar e recrutar novos membros que representem uma maior diversidade.

Além disso, o Conselho de Governadores será alvo da primeira mudança, com a nomeação de três novos assentos de “governadores”. Indicados pela presidente e confirmados pelo conselho, para o mandato de três anos. A diversidade também será estimulada com a adição de novos membros, não governadores, como executivos dos conselhos, onde decisões-chave sobre membros e governança são tomadas.