( Changeling, EUA, 2008)

Drama

Direção: Clint Eastwood

Elenco: Angelina Jolie, Michael Kelly, Frank Wood, John Malkovich, Devon Conti, Jeffrey Donovan, Colm Feore, John Harrington Bland, Dale Dickey, Jason Butler Harner, Riki Lindhome, Eddie Alderson, Amy Ryan

Roteiro: J. Michael Straczynski

Duração: 141 min.

Minha nota: 6/10

Quem acompanha o blog já sabe que eu gosto (e muito) do trabalho de Clint Eastwood (As Pontes de Madison) como diretor e costumo conferir todos os seus trabalhos no cinema. Atualmente, ele está nas telas com o drama baseado em fatos reais A Troca, que conta a história de uma mãe desesperada para encontrar seu filho desaparecido.

As assinaturas de Eastwood estão por todos os lados e já começam a aparecer antes dos créditos com a execução de uma música sua. Os enquadramentos e a atmosfera lenta também estão lá, assim como uma direção segura dos atores, mas alguma coisa sai diferente do esperado.

O filme, apesar de bom, tropeça mais de uma vez e se prende em situações insuficientes para tanto tempo de projeção.

Os pontos altos do filme são os muitos quadros pintados por Eastwood e o fotógrafo Tom Stern (Coisas que Perdemos pelo Caminho) e a arte de James J. Murakami (Cartas de Iwo Jima), Patrick M. Sullivan Jr. (Memórias de uma Gueixa), Gary Fettis (Click) e Deborah Hopper (A Conquista da Honra), que reconstrói muito bem os anos 20.

O grande problema fica com o roteiro que oras consegue criar um clima, mas oras falha ao se render a soluções fáceis e esquece de desenvolver personagens interessantes. Sanford Clark e Gordon Northcott são mencionados de susto, depois que o público já está completamente envolvido com uma história e tudo parece meio forçado e óbvio demais.

Outras passagens como algumas aproximações do pastor (ou até ele mesmo, se acharem melhor) e as idas e vindas nos julgamentos soam falsas e exageradas. Para completar, seqüências como a da punição parecem estar presentes só para provocar reações na platéia.

Mas, mesmo com todos os defeitos, o filme consegue se segurar em seus pontos fortes e nas atuações. Angelina Jolie (Garota, Interrompida) está muito bem no papel da mãe desesperada, mas não é nada tão maravilhoso e perfeito assim como andam dizendo.

Quem também está bem, mas não aparece tanto assim, é o relativamente desconhecido Jason Butler Harner (O Vidente). Os mais conhecidos também marcam presença, apesar de uma atuação estranha de John Malkovich (Na Linha de Fogo).

Uma história triste, tem boas atuações, mas é mal contada. Daqueles programas que só valem a pena assistir em um dia descansado e sem grandes expectativas, pois o filme é longo e pode irritar alguns. Outros podem ficar emocionados.

Mesmo sem ter acertado, Eastwood ainda consegue compor um belo quadro e explorar bem os seus atores. Mas espero sair mais satisfeita de Gran Torino.

Um Grande Momento

A conversa na delegacia.



Prêmios e indicações
(as categorias premiadas estão em negrito)

Oscar: Atriz (Angelina Jolie), Fotografia (Tom Stern), Direção de Arte (James J. Murakami, Gary Fettis)

BAFTA: Diretor, Roteiro Original, Atriz (Angelina Jolie), Fotografia, Direção de Arte, Figurino (Deborah Hopper), Som (Walt Martin, Alan Robert Murray, John T. Reitz, Gregg Rudloff), Edição (Joel Cox, Gary Roach)

Cannes: Palma de Ouro

Globo de Ouro: Atriz de Drama (Angelina Jolie), Trilha Sonora (Clint Eastwood)

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