(Haywire, EUA/IRL, 2010)

Ação
Direção: Steven Soderbergh
Elenco: Gina Carano, Michael Angarano, Channing Tatum, Michael Douglas, Antonio Banderas, Ewan McGregor, Julian Alcaraz, Eddie J. Fernandez, Michael Fassbender, Bill Paxton
Roteiro: Lem Dobbs
Duração: 93 min.
Nota: 4 ★★★★☆☆☆☆☆☆

A cena inicial faz lembrar um filme de Quentin Tarantino, mas quando a trama começa a se desenrolar percebemos que, na verdade, se trata de um autêntico Steven Soderbergh. A montagem e a trilha lembram muito Onze Homens e um Segredo. Esse fato é reforçado pelo grande elenco presente, mas é só. O filme não chega nem perto da refilmagem protagonizada por Brad Pitt e George Clooney e muito menos de um filme de Tarantino e deixa a desejar. E a culpa disso é do roteiro fraquíssimo, apoiado em uma protagonista igualmente fraca.

Gina Carano, lutadora de MMA com um único trabalho como atriz no currículo, foi a escolhida do diretor para levar o longa, mas tudo que ela consegue é distribuir socos e pontapés para todos os lado e, que fique claro, isso ela faz muito bem. O problema está na hora de atuar, quando ela não tem nenhuma desenvoltura com os diálogos e posturas.

Carano é Mallory Kane, uma ex-agente de operações especiais que trabalha para uma agência de espionagem privada contratada pelo governo americano. Ela descobre que foi traída durante uma missão e segue em busca dos culpados e de vingança. O fraco roteiro de Len Dobbs é apenas uma variação de filmes do gênero, com traições, vingança e reviravoltas.

Nem o grande elenco, que conta com Michael Douglas, Antonio Banderas, Michael Fassbender, Channing Tatum, Ewan MaGregor e Mathieu Kassovitz, consegue deixar o filme mais interessante. Tornando-se cada vez mais maçante, o longa só ganha alguma emoção nos poucos momentos de luta.

O filme é uma grande experimentação de Soderbergh, que além da direção cuidou da fotografia (sob um pseudônimo) e da montagem. Em suas experiências, o diretor parece ter forçado a falta de desenvolvimento dos personagens para manter o tom dos agentes “secretos”, bem secretos mesmo, mas com isso só gerou um distanciamento nocivo do espectador.

Apesar da falta de um roteiro amarrado, da protagonista fraca e do mal aproveitamento do elenco, o filme não é todo ruim. Ver Carano dar uns bons sopapo em Fassbender, por exemplo é bem divertido. O problema é o que está no meio disso: marasmo, o que para um filme de ação é um defeito fatal.

Um Grande Momento

A luta no quarto de hotel.

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