(The Twilight Saga: Breaking Dawn – Part 1, EUA, 2011)

Drama
Direção: Bill Condon
Elenco: Taylor Lautner, Gil Birmingham, Billy Burke, Sarah Clarke, Ty Olsson, Kristen Stewart, Ashley Greene, Jackson Rathbone, Peter Facinelli, Elizabeth Reaser, Kellan Lutz, Nikki Reed, Robert Pattinson, Anna Kendrick, Christian Serratos, Justin Chon, Michael Welch, Michael Sheen, Christopher Heyerdahl, Jamie Campbell Bower
Roteiro: Stephenie Meyer (romance), Melissa Rosenberg
Duração: 117 min.
Nota: 2 ★★☆☆☆☆☆☆☆☆

Amanhecer é um filme ruim. Okay, muito ruim. Mas ponto. Não tem nada especial ali. A sessão em que eu fui (21h de uma sexta-feira) ter sido tão silenciosa – mesmo com a sala lotada de adolescentes emos de todas as idades -, é um indicador curioso dessa inexpressividade.

Tivemos dois momentos de euforia: na primeira cena, quando o lobo Jake tira a camisa (sim, ele tira a camisa nos primeiros segundos do filme), e no exato instante em que o filme acabou. Entre um momento e outro, houve risadinhas e uh-zinhos pontuais, mas nada muito empolgado, só hábito. Porque Amanhecer é tão ruim que até crepusculetes se entediam.

E porque Jake nunca mais tira a camisa. Nunca mais! Como assim???

Mas os problemas não se resumem a falta de um torso torneado. Este quarto episódio da historinha Crepúsculo é desnecessariamente longo (assim como os três anteriores). E, é claro, ao contrário do capítulo final da saga Harry Potter e do conto de vingança Kill Bill, simplesmente não deveria ter sido dividido em duas partes. Não quando resulta em um torturante primeiro ato mais longo do que o do King Kong de Peter Jackson.

Sério. O primeiro ponto de virada do filme acontece com mais de uma hora de projeção, levando ao ato intermediário que se contenta em exibir os excelentes efeitos visuais na maquiagem de Kristen Stewart. Ah, e mostrar a participação especial de alguns animais falantes vindos diretamente da Disney – com direito a disputa de poder e uma melodramática retomada de trono.

E por falar em Kristen Stewart, e quanto a sua defloração? Como ela e seu marido conseguiram fazer aquilo com o quarto? Os movimentos de Edward provocaram um mini terremoto? Ele virou o diabo-da-tasmânia da Looney Tunes e saiu rodopiando pelo cômodo? Talvez o casal tenha testado várias posições, se pendurando nas janelas e paredes e no teto?

Talvez ele a tenha feitos desmaiar e destruído o lugar pra fingir que consumou o casamento?

Mas nada disso importa. A verdade é que o casal protagonista merece aplausos por seu trabalho.

Mesmo.

Porque é revelador (e uma piada pronta) que o alcance dramático mais intenso mostrado por Kristen Stewart seja quando ela… está morta. É notável e até comovente como o brilho de vida até então jamais percebido simplesmente evanesce de seu semblante.

O que só reforça algo que venho desconfiando há algum tempo: Stewart e Robert Pattinson são, definitivamente, os grandes trolladores dos últimos anos. Eles captaram a essência dos personagens de Stephenie Meyer e foram competentes e talentosos o suficiente para expor essa natureza: a mais pura e dura insipidez.

Isso não é admirável?

Não faz a gente enxergar a série de filmes com outros olhos?

Não?

Um Grande Momento

A cena adicional durante os créditos. Ela nos lembra que resta um filme pela frente.

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