(The Captive, CAN, 2014)

Suspense
Direção: Atom Egoyan
Elenco: Kevin Durand, Alexia Fast, Mireille Enos, Rosario Dawson, Aidan Shipley, Ryan Reynolds, Paige Baril, Bruce Greenwood, Scott Speedman, William MacDonald
Roteiro: Atom Egoyan, David Fraser
Duração: 112 min.
Nota: 3 ★★★☆☆☆☆☆☆☆

Com a estreia de Deadpool na boca do povo, normal que os holofotes se voltem para Ryan Reynolds, o protagonista do filme. Serviços de vídeo on demand (VoD) anunciam – com destaque – vários filmes do ator em seus catálogos. Só na Netflix são 12 títulos. Entre eles está À Procura.

Dirigido por Atom Egoyan, egípcio radicado no Canadá e um dos mais conhecidos representantes do cinema canadense em língua inglesa, o longa-metragem conta a história do sequestro de uma garota de dez anos e da tentativa de seus pais em lidar com isso.

Após oito anos de ausência, pistas começam a indicar que a menina possa ainda estar viva. O que faz a polícia começar uma longa investigação para encontrá-la.

Egoyan tenta, sem sucesso, compor um thriller sem deixar de lado aspectos psicológicos resultantes de eventos como esse. A culpa do pai, que passa os dias andando com sua caminhonete transformada em uma espécie de santuário pelas estradas em busca da menina; a desolação da mãe que parecia ter pedido qualquer interesse na vida e só começa a recuperar alguma esperança com as pistas deixadas.

Do mesmo lado estão a boa-vontade da policial responsável pelo caso, que tem como meta prioritária da vida ajudar menores em situação de perigo, e a inconsequência do policial novato que tem um ego muito maior do que o próprio cérebro.

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Porém, se há algum aprofundamento em um dos lados da história, não há qualquer preocupação em humanizar os antagonistas. Todo o tempo dedicado a eles tenta dar conta de uma mega corporação maligna que não convence e nem chega perto de se explicar.

Para complicar, a narrativa não linear, característica do diretor, é tão mal entrecortada e desnecessária que nada acrescenta ao longa-metragem além de aborrecimento. E é como se ele estivesse lidando com um público completamente incapaz de entender sutilezas ou perceber os remendos na trama.

Com muita coisa fora do lugar, o desequilíbrio também afeta as interpretações. Enquanto Reynolds e Mireille Enos (Guerra Mundial Z) funcionam como os pais e Rosario Dawson (Sete Vidas) e Scott Speedman (Os Estranhos) não comprometem, Kevin Duran (Gigantes de Aço) está completamente deslocado, em uma atuação muito acima do tom, cheia de tiques e exageros e assumindo toda a canastrice que já faz parte de seu histórico como ator.

Perdido na história que conta e no modo com que é encenado, À Procura acaba funcionando mais como passatempo barato, daqueles que se acompanha sem vontade e torcendo para que o fim chegue logo.

Um Grande Momento:
Não tem.

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